Terceiro trimestre “começou fraco”, avisa Fórum para a Competitividade

O arranque do terceiro trimestre foi prejudicado pelo retrocesso no desconfinamento parcial do país, mas o Fórum considera que tal pode ser revertido com a abertura que arrancou a 1 de agosto.

O Fórum para a Competitividade avisa que o retrocesso das regras da pandemia no final de junho e durante o mês de julho condicionou a atividade económica, após um segundo trimestre positivo para a retoma. O arranque do terceiro trimestre foi, assim, “fraco”, mas espera que a decisão do Governo de caminhar para a “libertação total da sociedade” reverta estes efeitos.

O terceiro trimestre começou fraco e permanece com elevada incerteza em relação ao turismo, no momento em que este costuma ter um máximo de atividade“, escreve o Fórum para a Competitividade na nota de conjuntura de julho divulgada esta segunda-feira. A preocupação é maior dado que tal atrasará a retoma da economia, a qual continuava no segundo trimestre de 2021 cerca de “3,5% abaixo” do segundo trimestre de 2019. Porém, o crescimento do segundo trimestre, que ficou dentro da última previsão do Fórum, permitiu compensar a queda do primeiro trimestre.

Para o Fórum “os confinamentos parciais do início do terceiro trimestre tiveram já efeitos visíveis na atividade de julho, de acordo com o indicador diário do Banco de Portugal“. De facto, o indicador desacelerou nas últimas semanas, apesar de se manter a crescer, o que poderá sugerir um impacto do retrocesso das regras, mas também poderá ser por causa de uma base maior em 2020 (o desconfinamento foi sendo progressivamente maior a partir de junho).

Olhando para os próximos dois meses, agosto e setembro, o “fator decisivo será o turismo”. O Fórum considera que existem dois travões à retoma turística: “há uma dualidade marcadíssima, com os visitantes externos ainda longíssimo da recuperação, quando nos residentes há um regresso a níveis muito próximos dos de 2019; por outro, permanece ainda elevada incerteza sobre os próximos meses, sendo que agosto é, de longe, de importância capital”.

De qualquer das formas, o Fórum para a Competitividade considera que o “calendário de regresso a uma certa normalidade” anunciado pelo Governo na passada quinta-feira, com início neste domingo (1 de agosto), “deverá reverter estes efeitos”. Ou seja, a atividade económica vai acelerar o suficiente para compensar este período mais cinzento provocado pela variante Delta.

Perante os “níveis tão elevados de incerteza”, não há alterações à previsão anual: “Consideramos não ser adequado realizarmos, para já, qualquer revisão na nossa estimativa para o conjunto do ano, entre 1% e 3%”, lê-se na nota de conjuntura.

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