CTT confiam em novo serviço postal universal com critérios mais leves a partir de 1 de janeiro

Os CTT, que têm exigido um alívio dos critérios de qualidade do serviço postal universal, estão agora confiantes de que esse novo contrato será fechado ainda este ano, para arrancar a 1 de janeiro.

O presidente executivo dos CTT CTT 0,00% mostrou-se confiante de que será fechado com o Estado um novo contrato de concessão do serviço postal universal ainda antes do fim do ano, para entrar em vigor a 1 de janeiro de 2022.

“Temos participado nos trabalhos de preparação, temos tido reuniões com o grupo de trabalho. Partilhamos ideias, recomendações, dados e falamos das nossas objeções à framework predatória”, disse João Bento, numa apresentação de resultados aos analistas.

O gestor não respondeu se já teve acesso às conclusões do grupo de trabalho formado pelo Governo em fevereiro, que fez uma avaliação para a nova concessão. Mas disse que os “progressos” que tem observado e o “feedback” que a empresa tem recebido lhe deram suficiente confiança para que a vertessem, também, nos resultados do primeiro semestre.

No comunicado com os resultados do primeiro semestre, lê-se: “Na sequência dos desenvolvimentos recentes do processo conducente ao novo contrato de concessão, reafirmamos a confiança de que o mesmo será formalizado dentro da prorrogação em vigor.”

“Tal deverá melhorar a capacidade de os CTT cumprirem as obrigações do serviço postal universal num enquadramento mais sustentável”, acrescentou o documento.

Os CTT, antiga empresa pública, é vista como a única empresa postal em Portugal que tem uma rede com a capilaridade e as características necessárias à prestação de um serviço postal universal. Mas tem exigido ao Governo um alívio dos indicadores de qualidade.

Há vários anos que a empresa tem falhado esses indicadores, queixando-se de que os mesmos são “impossíveis de cumprir”. Este ano, a Anacom veio apertar ainda mais o que considera que devem ser os critérios de qualidade para a nova concessão. Em resposta, os CTT disseram ver com “muita estranheza” o timing da decisão da Anacom.

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