Uber está a “monitorizar” preços dos combustíveis e dá 850 euros na troca por elétricos

A Uber Portugal está a "monitorizar cuidadosamente" a subida dos preços dos combustíveis no país. Fenómeno tem impacto nos rendimentos dos motoristas, pelo que pede maior aposta nos elétricos.

A Uber está a “monitorizar cuidadosamente” a evolução dos preços dos combustíveis rodoviários em Portugal, cuja subida nas últimas semanas ameaça impactar os rendimentos dos motoristas e parceiros, disse ao ECO o diretor-geral da empresa, Manuel Pina.

Numa altura em que o preço do litro de gasóleo ronda uma média de 1,458 euros (e a gasolina vende-se, em média, a 1,795 euros), este é um fator externo com impacto no negócio de transporte privado da empresa. É também um fator que a Uber não tem como controlar diretamente.

“Está sempre no nosso pensamento. Sem dúvida nenhuma de que este é o tipo de coisa para que olhamos numa base diária”, afirmou Manuel Pina, à margem da inauguração do novo Uber Hub em Lisboa, a nova sede da empresa em Portugal, que resultou de um investimento de mais de 90 milhões de euros.

Manuel Pina não falou de medidas concretas para mitigar o impacto da subida dos preços dos combustíveis, mas sugeriu que o encarecimento dos combustíveis é um incentivo à substituição destes automóveis com motores a combustão por automóveis elétricos a bateria.

“Uma das formas que nós acreditamos que vai ser fundamental para que os parceiros possam lidar com a subida dos combustíveis é, por exemplo, substituírem os seus veículos a combustão fóssil por veículos elétricos”, disse.

Sobre este ponto, Manuel Pina avançou que a empresa está “a oferecer um pacote financeiro de 850 euros para ajudar os parceiros atuais a trocarem carros a gasóleo e a gasolina por automóveis elétricos”, existindo um compromisso para que a frota ao serviço da aplicação seja 100% elétrica até 2025.

Mas os carros elétricos tendem a ser mais caros do que os carros a combustão, o que afasta muitos dos atuais parceiros, que têm apenas sete anos para rentabilizar os seus automóveis. Seja como for, desde meados do ano passado que a Uber só aceita novos carros “integralmente elétricos” na aplicação.

Além dos combustíveis, Manuel Pina recordou que existem outras externalidades que também impactam o rendimento de quem se senta atrás do volante. “Por exemplo, o preço dos seguros é outro dos exemplos”, afirmou.

Neste campo, a Uber vê mais margem para atuar, estando em conversações com as empresas do setor. “Temos feito um trabalho bastante longo, exatamente para lhes mostrar quais são as necessidades, quais devem ser as alterações, para melhor se adequarem [as apólices] aos parceiros e aos motoristas”, disse o diretor-geral da Uber.

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