De Cascais a Glasgow, ganha esta corrida quem for o mais sustentável

  • Capital Verde
  • 22 Outubro 2021

Ao todo são quase 3.000 kms de corrida, 28 horas de carro, passando por Espanha, França e Reino Unido. Quem chegar primeiro pode não ser o vencedor da Climes to Go.

A corrida Climes to Go arranca esta sexta-feira, 22 de outubro, do Centro de Interpretação da Ponta do Sal, em Cascais, e tem como meta final a cidade escocesa de Glasgow. Ao todo são quase 3.000 kms de corrida, diz o Google e 28 de carro, passando por Espanha, França e subindo todo o Reino Unido até ao norte, até chegar à Escócia.

Mas das três equipas portuguesas em competição nesta corrida não ganha a mais rápida, mas sim a que conseguir fazer a viagem da forma mais sustentável, com menos impacto ambiental e maior impacto positivo nas comunidades.

Cascais é assim o ponto de partida de uma corrida de 12 dias contra o tempo: a Climes to Go, que arranca hoje até Glasgow, a cidade escocesa onde, em novembro, vai decorrer a tão aguardada Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas – COP26.

A iniciativa desafia 12 portugueses — três equipas, compostas por quatro participantes — a fazerem a viagem entre Cascais e Glasgow da forma mais sustentável possível e com o maior impacto positivo nas comunidades.

Os temas escolhidos para as equipas são: água, energia e produção e consumo sustentável. Desta forma, ao longo da viagem, as equipas terão de monitorizar a sua pegada hídrica e carbónica e, ainda, dar resposta a desafios previamente definidos pela organização da corrida.

Cada equipa terá́ um orçamento em “climas”, nome dado à moeda fictícia que avalia as suas escolhas. Os participantes podem perder ou ganhar as moedas de acordo com as opções que escolherem fazer ao longo da viagem.

O consumo de água, os meios de transporte utilizados, a alimentação, o alojamento e a performance ao realizar os desafios e tarefas são os fatores que vão ser avaliados em cada equipa, mas apenas a que terminar a competição com o saldo de “climas” mais elevado será a vencedora.

Diariamente serão monitorizadas as opções de transporte, alojamento, alimentação e consumo de água com vista a determinar o impacto de cada equipa e alertar para a influência dos nossos estilos de vida na nossa pegada de carbono. É a combinação destas escolhas juntamente com as variáveis tempo e dinheiro, que através da moeda “clima” permitirá avaliar as equipas.

Durante a viagem, que termina no dia 2 de novembro, cada equipa vai fazer relatos sobre o percurso, que serão publicados nas redes sociais do projeto e serão, ainda, partilhados pelos próprios participantes na COP26, onde culmina a iniciativa.

Os objetivos da organização passam por mobilizar a sociedade portuguesa para a urgente transição climática, demonstrar que o caminho para a descarbonização rumo à neutralidade é possível, necessário e inevitável, provar que os transportes que usam alternativas aos combustíveis fósseis também são viáveis para percorrer longas distâncias e alertar para a necessidade da adaptação e da criação de hábitos sustentáveis.

A Climes to Go, financiada pelo Fundo Ambiental e outras entidades, é promovida pela Get2C e pela Earth Watchers, em parceria com a Câmara Municipal de Cascais e a Embaixada Britânica, e conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, do Oney Bank e do Grupo Altri.

A cerimónia de partida contou com a presença do ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras.

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