Pipedrive reabre escritório. Colaboradores regressam se quiserem

Os colaboradores da tecnológica podem regressar ao escritório (se assim o pretenderem), a partir desta terça-feira, num modelo híbrido que promete total flexibilidade.

Depois de um ano e meio a trabalharem 100% remotamente, os 210 colaboradores da Pipedrive em Portugal vão poder, a partir desta terça-feira, regressar ao escritório. Isto se assim o pretenderem, uma vez que o modelo híbrido escolhido pela tecnológica não assenta em qualquer obrigatoriedade de estar uns tantos dias em teletrabalho e outros tantos em trabalho presencial no escritório. Ainda este ano, a empresa pretende chegar aos mil colaboradores a nível mundial e prepara-se para receber estagiários através de um novo programa prestes a inaugurar. Está a recrutar.

“Enquanto empresa de tecnologia, o computador e a ligação segura à internet são as nossas ferramentas mais importantes no trabalho. Do ponto de vista tecnológico, trabalhar a partir de casa não era assim tão complicado para nós. No entanto, trabalhar em casa nem sempre é a opção mais confortável para os nossos colaboradores, especialmente para aqueles que têm filhos pequenos e que, por isso, podem ter mais distrações”, começa por dizer João Mendonça, global talent acquisition manager da Pipedrive, em conversa com a Pessoas.

“Quisemos dar-lhes a oportunidade de escolher entre vir trabalhar para o escritório de vez em quanto ou, se assim o desejarem, manterem-se remotos durante o tempo que quisessem”, esclarece.

Quisemos dar-lhes a oportunidade de escolher entre vir trabalhar para o escritório de vez em quanto ou, se assim o desejarem, manterem-se remotos durante o tempo que quisessem.

João Mendonça

Global talent acquisition manager da Pipedrive

Com base num inquérito aos colaboradores, a empresa concluiu que mais de dois terços dos funcionários do escritório de Lisboa preferiam o modelo híbrido. Os resultados levaram a tecnológica a reabrir agora as portas, mas a decidir também deixar ao critério de cada um o regresso.

“O trabalho híbrido veio muito provavelmente para ficar e, em geral, a química da equipa, bem como os resultados do trabalho, são mais importantes do que a localização física real onde estão a trabalhar”, defende, acrescentando que, no entanto, o escritório vai continua a desempenhar um papel importante na organização no sentido de investir na cultura empresarial e na ligação entre as pessoas.

Para garantir a segurança de todos os que vão às instalações da empresa, vão ser implementadas algumas medidas, tais como a divulgação de um guia de prevenção de segurança para os trabalhadores, o estabelecimento do limite de 70% da capacidade total e o uso obrigatório de máscara em áreas comuns.

“Não exigimos o uso de uma máscara atrás da sua própria mesa de trabalho, mas é obrigatório o uso de uma quando entrar no escritório ou se deslocar nas áreas comuns. Outras práticas de saúde comuns continuam também a ser utilizadas, como a higienização das suas mãos e aparelhos usados ou manter distância de outros colegas de trabalho”, detalha João Mendonça.

Para garantir a capacidade máxima de 70% — algo que se aplica a todos os espaços comuns, incluindo salas de reunião e de trabalho — a companhia vai passar a trabalhar através de um sistema de hot desk.

Meta: 230 pessoas em Portugal, 1.000 a nível global

Com dez escritórios e oito países, entre os quais Portugal, a Pipedrive tem já 210 colaboradores em território nacional. O objetivo é, ainda este ano, alcançar a meta das 230 pessoas na equipa local, e das 1.000 pessoas a nível global.

“Globalmente temos o objetivo de alcançar os 1.000 colaboradores até ao final de 2021. Neste momento, posso adiantar que estamos perto das 900. Em relação à nossa equipa local, somos já 210, e continuamos a recrutar para o nosso departamento de engenharia, financeiro, RH, vendas, customer support e customer success”, afirma o global talent acquisition manager da empresa.

João Mendonça, global talent acquisition manager da Pipedrive.

Entre todas as áreas, é no campo da engenharia e dos recursos humanos que a empresa pretende fazer a maior parte das contratações, sendo as áreas em que está previsto que o crescimento seja maior.

Outra das novidades deste ano é abertura de estágios para uma área muito específica, a de customer support, para os quais a Pipedrive vai recrutar diretamente de universidades como a Faculdade de Letras – Universidade de Lisboa, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, a Universidade Autónoma, a Universidade Católica, o Instituto Superior de Gestão e o Instituto Politécnico de Lisboa.

“O nosso próximo passo será participar em alguns dos seus eventos e organizar open days (assim que a Covid o permita), de forma a destacar a abertura das nossas vagas juniores, que para 2021, já estão completamente preenchidas”, revela João Mendonça.

No futuro, a empresa ambiciona estender o programa a outras áreas da Pipedrive. “Acreditamos que proporcionar a oportunidade de ver como é realmente trabalhar numa empresa tech, e ganhar experiência no processo, é a melhor forma de iniciar uma carreira.”

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