Quase metade do mundo em situação “muito vulnerável” por alterações climáticas

  • Lusa
  • 28 Fevereiro 2022

Face a estas conclusões, o secretário-geral da ONU criticou a "abdicação criminosa" dos dirigentes mundiais na luta contra as alterações climáticas, face ao "sofrimento humano" que provocam.

Quase metade dos habitantes da Terra, entre 3,3 e 3,6 mil milhões de pessoas, estão em situação “muito vulnerável” por causa das alterações climáticas, alertou esta segunda-feira o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas.

No seu último relatório, concluíram também que entre 3 e 14 por cento das espécies terrestres estão ameaçadas de extinção mesmo se se limitar o aquecimento global a 1,5 graus até fim do século.

Qualquer “atraso adicional” na luta contra as alterações climáticas reduzirá as hipóteses de um futuro sustentável para a humanidade, alertam os peritos das ONU.

Guterres critica “abdicação criminosa” de líderes face a alterações climáticas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou esta segunda-feira a “abdicação criminosa” dos dirigentes mundiais na luta contra as alterações climáticas, face ao “sofrimento humano” que provocam.

Intervindo na apresentação do mais recente relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas, Guterres apontou o documento como um repositório do “sofrimento e uma acusação avassaladora ao falhanço dos líderes mundiais na luta contra as alterações climáticas”, sobretudo no que toca aos países com mais emissões poluentes.

Quase metade da humanidade vive nas zonas de perigo, hoje e agora. Muitos ecossistemas atingiram o ponto de não retorno. Os factos estão aí e são inegáveis”, afirmou numa mensagem em vídeo, declarando que “esta abdicação de liderança é criminosa”.

António Guterres afirmou que “os culpados são os maiores poluidores mundiais, que pegam fogo à única casa” que a humanidade tem.

O responsável máximo das Nações Unidas referiu que o relatório contém duas verdades fundamentais: “o carvão e outros combustíveis fósseis estão a sufocar a humanidade” e “o investimento em adaptação às alterações climáticas está a resultar e salva vidas”.

No entanto, salientou que o volume de ajuda aos países em desenvolvimento é “claramente inadequado”, alertando que “perder tempo é morrer”. “Sei que as pessoas em todo o lado estão preocupadas e zangadas. Eu também estou. É tempo de tornar esta zanga em ação”, defendeu.

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