Lucro do Santander Totta quadruplica para 155,4 milhões no primeiro trimestre

Lucro do Santander Totta mais do que quadruplica no primeiro trimestre, para 155,4 milhões de euros.

O Santander Totta registou lucros de 155,4 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o que representa uma subida de 350% (mais do que o quádruplo) em relação ao mesmo período de 2021.

O banco explica a subida dos resultados com o facto de ter registado um encargo extraordinário de 164,5 milhões de euros por esta altura no ano passado, para fazer face ao plano de saída de trabalhadores, efeito que este ano desaparece.

A margem financeira do banco subiu cerca de 1%, para 193,9 milhões de euros, com a instituição liderada por Pedro Castro e Almeida a dar “especial destaque” à melhoria deste indicador num “contexto de taxas de juro negativas, bem como pela continuada redução dos spreads de crédito, num enquadramento concorrencial que permanece bastante competitivo”.

Já as comissões líquidas dispararam 23,3%, para 119,1 milhões de euros, refletindo em parte o aumento das transações feitas pelos clientes, em particular relacionadas com investimentos em fundos e seguros financeiro, assim como na distribuição de seguros autónomos de risco.

Ainda assim, o produto bancário registou um afundanço de 21,2%, para 331,7 milhões. Porquê? Por causa da quebra de 94% dos resultados obtidos com a venda de dívida pública, que ascendeu a apenas 8,1 milhões nos três primeiros meses do ano.

Mais 84 saídas, custos com pessoal afundam 19%

Fruto do agressivo plano de ajustamento, saíram 1.175 trabalhadores do banco detido pelo grupo espanhol Santander em 2021, mas o processo não ficou por aqui. Este ano já saíram mais 84 colaboradores, enquanto fecharam quatro balcões, indica a instituição.

A diminuição dos quadros já teve reflexos nas despesas. Os custos com pessoal afundaram 19% para 65 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, levando os custos operacionais a caírem 15,6% para 121 milhões.

Crédito aumenta nas famílias e cai nas empresas

Os volumes de negócio do banco aumentaram entre janeiro e março deste ano, com o crédito a subir 1,2%, para 43,5 mil milhões de euros, e os depósitos a aumentarem 8,4%, para 39,3 mil milhões.

Quanto à carteira de crédito, aumentou por causa do aumento dos financiamentos às famílias, sobretudo para a compra de habitação, que subiu 6,5%, para 22,3 mil milhões, o que compensou a quebra de 2% nos empréstimos às empresas, para 16,1 mil milhões, “em grande medida refletindo a elevada liquidez acumulada pelas empresas em 2021”, explica o banco.

A qualidade da sua carteira de empréstimos estabilizou, com o rácio de ativos não produtivos (NPE) a permanecer nos 2,3% no final de março.

Ao nível dos rácios de capital, o rácio CET1 (fully implemented) foi de 21,4%, um acréscimo de 1,3 pontos percentuais em relação a março de 2021.

Os resultados do Totta ajudaram o grupo espanhol a obter um resultado líquido de 2.543 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, mais 58% em relação ao ano passado, quando teve de registar um encargo de 530 milhões de custos de reestruturação.

(Notícia atualizada às 9h55)

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