Petróleo sobe pela terceira sessão apesar da queda abrupta das bolsas

Apesar dos receios com o crescimento económico, que abalaram as bolsas na última sessão, o barril de petróleo valoriza pelo terceiro dia seguido na sequência da proposta de embargo da UE à Rússia.

Os preços do petróleo sobem pela terceira sessão seguida e encaminham-se para nova semana de subidas, apesar das quedas abruptas nos mercados acionistas por causa de receios com o crescimento económico global.

Em Londres, o brent sobe 1,5% para 112,48 dólares por barril, acumulando uma valorização de cerca dde 2,87% em relação ao valor de sexta-feira passada.

Petróleo sobe pelo terceiro dia

Ambos os contratos avançam para máximos de quase três semanas, perante a proposta da União Europeia (UE) para embargar o petróleo russo em seis meses e os produtos refinados até final do ano. As companhias da UE terão ainda de deixar de prestar serviços de transporte, corretagem, seguro e financiamento para o transporte de petróleo russo. As sanções precisam do apoio unânime dos 27 Estados-membros.

“Há receios em torno do crescimento global e o que isso poderá representar para a procura de petróleo”, afirmou Warren Patterson, analista de commodities do ING, citado pela Reuters. “Contudo, a iminente proibição da UE em relação ao petróleo russo mais do que ofusca estes receios por agora e, por isso, deverá limitar a descida dos preços”, acrescentou.

As bolsas europeias e americanas foram sacudidas na sessão desta quinta-feira, com os investidores preocupados com a agressividade dos bancos centrais para controlar a inflação e as implicações que isso poderá ter na economia. A Reserva Federal americana subiu os juros em 50 pontos base na quarta e esta quinta foi o Banco de Inglaterra aumentar as taxas em 25 pontos base para 1%, sinalizando que há o risco de estagflação.

Entretanto, a OPEP+, organização que integra a OPEP, Rússia e outros produtores aliados, concordaram em aumentar a produção mensal, como estava previsto. A organização aumentou a meta de produção de junho em 432 mil barris por dia, ignorando pedidos dos países ocidentais para acelerar a produção.

(atualizado às 21h06)

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