Santander fora da corrida ao Novobanco: “Não está no nosso radar fazer aquisições”
Castro e Almeida considera "estranho" se a Caixa avançar para a compra do Novobanco. "Os portugueses devem pronunciarem-se se querem um mercado com mais de um terço nas mãos de um banco público".
O Santander Totta está fora da corrida pelo Novobanco. “Não está no nosso radar fazer aquisições”, adiantou o CEO do banco. Pedro Castro Almeida acha “estranho” que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) possa vir a ficar com o quarto maior banco em Portugal e com um terço de quota de mercado, mas acredita nas autoridades da concorrência para avaliar a operação.
“Relativamente a poder haver um banco nacional público comprar um outro banco, as palavras do governador do Banco de Portugal falava em consequências sistémicas. Não sei muito bem o que quererá dizer, mas não deixa de ser estranho num panorama europeu um banco público que é o maior banco poder comprar um outro banco, o quarto player e ficar com mais de um terço do mercado“, disse Castro e Almeida.
“Temos as autoridades nacionais e a nível europeu a DG-Comp pronunciarem-se se isso acontecer e aos portugueses que querem ter o mercado financeiro português com mais de um terço nas mãos de um banco público“, acrescentou.
Recentemente, numa conferência sobre a banca em Portugal, Castro e Almeida referiu que avançar para o Novobanco seria uma “questão de oportunidade”, sugerindo que o Santander estaria interessado na operação (como foi amplamente noticiado em Espanha na altura). O gestor afastou agora liminarmente o interesse. “Vai comprar o Novobanco? Não. Nós queremos crescer organicamente. Não queremos comprar o Novobanco”, afirmou na apresentação dos resultados anuais.
Castro e Almeida lembrou que o Santander já fez várias aquisições em Portugal no passado — nomeadamente o Banif e o Popular. Mas a estratégia atual passa pelo crescimento orgânico.
“Passado: olhámos várias vezes para o que se passa no mercado. Acompanhámos o que se passa no mercado. Presente e futuro: a nossa estratégia passa por crescimento orgânico“, referiu.
O Santander Totta anunciou esta sexta-feira lucros na ordem dos mil milhões de euros em 2024, uma subida de 11% em relação ao ano anterior.
(notícia atualizada às 13h22)
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