Governo aprova despesa de 205 milhões de euros para apoio militar à Ucrânia
Luís Montenegro sublinha que a nova tranche aprovada pelo Conselho de Ministros visa "assegurar que, no processo de paz, toda a dissuasão para a segurança da Ucrânia e da Europa esteja salvaguardada".
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta quinta-feira que foi aprovada na reunião do Conselho de Ministros uma autorização de despesa no valor de 205 milhões de euros para reforçar o apoio à Ucrânia.
Em declarações aos jornalistas a partir de Paris, o líder do Governo disse que esta tranche “concretiza o apoio militar em equipamento e em várias áreas que vão dotar as forças armadas ucranianas, para poderem continuar a fazer o seu combate e assegurar que, no processo de paz, toda a dissuasão para a segurança da Ucrânia e da Europa esteja salvaguardada”.
A reunião do Conselho de Ministros decorre ao mesmo tempo que a cimeira de Paris, no Palácio do Eliseu, que juntou líderes e representantes de mais de 20 países num encontro que tem como tema central a paz e segurança para a Ucrânia.
Questionado sobre o envio de militares portugueses para o terreno de guerra, Montenegro respondeu que Portugal não vai estar fora do esforço de busca por “um processo de paz que possa envolver a Ucrânia, com garantias de segurança, e nos quais os parceiros europeus e transatlânticos possam participar – e os EUA são relevantes”. No entanto, salientou que “ainda é precoce falar disso”.
Aliados querem aumentar sanções contra Moscovo
Esta quinta-feira, também em Paris, os aliados da Ucrânia excluíram qualquer levantamento das sanções contra a Rússia, considerando antes a possibilidade de as reforçar para aumentar a pressão sobre Moscovo.
“Não faz sentido pôr fim às sanções enquanto a paz não tiver sido realmente restabelecida e, infelizmente, ainda estamos muito longe disso”, declarou o chanceler alemão, Olaf Scholz, no final da cimeira, citado pela agência francesa AFP.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que, pelo contrário, os aliados da Ucrânia têm estado a discutir de que forma poderão “aumentar as sanções”.
A cimeira dos aliados da Ucrânia, convocada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, contou com a participação do chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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