Gouveia e Melo atira a Montenegro: “Incrédulo” com agendas políticas numa “bolha de cinismo” perante “sofrimento”

Um dia depois da Festa do Pontal, candidato presidencial critica "brinde às férias" e "fotografias sorridentes" em eventos políticos perante o "sofrimento" da população afetada pelos incêndios.

Henrique Gouveia e Melo voltou a apontar o dedo à gestão perante os incêndios que assolam o país. Um dia depois de Luís Montenegro ter discursado na tradicional Festa do Pontal, em Quarteira, o candidato presidencial criticou os políticos que mantém uma agenda numa “bolha de cinismo frio” perante o sofrimento, defendendo que devem estar ao lado da população.

Não posso deixar de ficar incrédulo e chocado com a postura de alguns responsáveis políticos que, alheios ao terror vivido pelas populações, mantêm as suas agendas, numa bolha de cinismo frio perante o sofrimento. Se não conseguem prevenir, nem remediar, espera-se, no mínimo, que estejam presentes, ao lado do povo, no seu sofrimento“, escreveu esta sexta-feira Henrique Gouveia e Melo, numa publicação no Facebook.

O candidato a Belém, que já na quarta-feira tinha deixado duras críticas ao planeamento no combate aos incêndios, afirma que tem passado os últimos dias “colado à televisão, esmagado pelas imagens do fogo a devorar o nosso território, pelo desespero” da população.

O que estamos a ver é um interior onde se chora e luta contra as chamadas. Mas, noutros pontos do país, há quem brinde às férias e tire fotografias sorridentes em eventos políticos de verão. É este desrespeito que mina a confiança na democracia. Um verdadeiro líder, mesmo sem poder fazer mais, está na frente com o seu povo, mostrando que não se esconde das responsabilidades que pediu para assumir”, critica.

O que estamos a ver é um interior onde se chora e luta contra as chamadas. Mas, noutros pontos do país, há quem brinde às férias e tire fotografias sorridentes em eventos políticos de verão. É este desrespeito que mina a confiança na democracia.

Henrique Gouveia e Melo

As declarações de Henrique Gouveia e Melo ocorrem um dia depois do líder do PSD e primeiro-ministro ter marcado presença na tradicional Festa do Pontal, no Calçadão de Quarteira, no Algarve. No discurso no evento, Luís Montenegro afirmou querer uma justiça mais célere para incendiários ou para quem cometeu crimes graves, “desde que haja uma recolha de prova reforçada”, por exemplo no caso de detenções em flagrante delito.

O Almirante na reserva defende ainda que “enfiar a cabeça na areia, adiando o que é difícil de resolver e ir gerindo agendas mediáticas, pode não ser a melhor solução”.

Não aceito os argumentos de que «não se pode falar agora dos incêndios porque é aproveitamento político» ou «só depois do combate é que se pode discutir». São meros pretextos para ganhar tempo e tentar diminuir as responsabilidades”, atira.

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