Portugueses apoiam alargamento da UE com benefícios na economia, mas temem descontrolo na imigração
Reforço da influência da UE no mundo, oportunidades para empresas e acesso a mão-de-obra entre os maiores benefícios na integração de novos membros com Ucrânia, Turquia e Albânia na ‘linha da frente’.
A maioria dos portugueses (59%) mostra-se favorável a um futuro alargamento da União Europeia (UE) a novos Estados-membros, superando mesmo a percentagem dos europeus (56%) que consideram que isso seria benéfico para o seu próprio país. Os dados fazem parte do mais recente Eurobarómetro realizado por Bruxelas.
Questionados sobre os maiores benefícios de um futuro alargamento, os inquiridos nacionais apontam o reforço da influência da UE no mundo (40%), a criação de um mercado alargado para as empresas, maior diversidade de escolhas e mais inovação (36%), assim como a diversidade cultural (36%) e mais oportunidades de trabalho e mão-de-obra qualificada (34%).
No que toca aos candidatos atuais e potenciais à adesão ao bloco comunitário, tal como os europeus em geral (52%), também os cidadãos portugueses (65%) destacam o caso da Ucrânia, seguindo-se a Turquia (54%) e a Albânia (53%) na lista de países cuja integração recolhe maior apoio entre os participantes nacionais.
Já nos inquéritos realizados nos próprios países candidatos e potenciais candidatos, que “revelam, em geral, um forte apoio à adesão à UE”, como assinala a Comissão Europeia em comunicado, o maior entusiasmo com a integração do projeto comunitário chega da Albânia (91%), Geórgia (74%), Macedónia do Norte (69%) e Ucrânia (68%).

Por outro lado, no topo das preocupações em relação a um potencial alargamento da UE, os portugueses (tal como os restantes europeus) temem sobretudo a falta de controlo sobre a imigração. O “custo para os contribuintes europeus” surge em segundo lugar, a par da “corrupção, crime organizado e terrorismo”, seguido do aumento da disparidade económica e financeira entre países e regiões.
E o que seria necessário para garantir o sucesso de um futuro alargamento da UE? Um “compromisso claro dos países candidatos em implementar reformas e cumprir as normas comunitárias” (43%) e “medidas para assegurar que mantêm o Estado de Direito, combatem a corrupção e protegem os direitos fundamentais” (40%), respondem os mais de mil participantes nacionais nas entrevistas presenciais feitas entre fevereiro e março de 2025.
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