Marques Mendes promete combate à moda do radicalismo e quer Estado mais fiscalizador

  • Lusa
  • 15 Setembro 2025

"Hoje em dia, em Portugal e fora do país, o que está na moda é o radicalismo, o ruído do radicalismo. Essa pode ser a moda, mas não é a cultura que o país precisa", disse o candidato presidencial.

O candidato presidencial Marques Mendes prometeu esta segunda-feira combater a “moda” da cultura do radicalismo, contrapôs que a moderação e espírito de compromisso são essenciais ao país, e defendeu que o Estado tem de ser mais fiscalizador.

Estas posições foram transmitidas pelo antigo ministro social-democrata e presidente do PSD na sua intervenção inicial, no final de um almoço promovido pelo International Club of Portugal, em Lisboa, durante um discurso em que advogou a tese de que a situação nacional apresenta uma perspetiva de “esperança e de confiança”.

Porém, em relação à atual conjuntura política, o candidato presidencial também falou de riscos. “Hoje em dia, em Portugal e fora do país, o que está na moda é o radicalismo, o ruído do radicalismo. Essa pode ser a moda, mas não é a cultura que o país precisa. O país não precisa de mais radicalismo”, declarou.

Pelo contrário, de acordo com o candidato presidencial, Portugal “precisa de moderação, de tolerância, de equilíbrio, de bom senso e de experiência para fazer pontes, entendimentos e convergências”. Na sua intervenção, o antigo ministro dos governos de Cavaco Silva e Durão Barroso prometeu que, se for eleito chefe de Estado, se emprenhará num “projeto de transformação do Estado e de transformação da sociedade”.

Um objetivo em que, na sua perspetiva, para ser concretizado, o Presidente da República tem de ajudar a fazer “pontes, convergências e entendimentos”. Neste contexto, avançou com um exemplo: “Temos de cuidar da justiça económica”.

“Os cidadãos e as empresas sabem que é uma calamidade. São anos e anos à espera de uma decisão. Isto é tudo o contrário do que é justiça”, lamentou, antes de criticar, sobretudo, a ação dos executivos socialistas de António Costa neste domínio, mas, também, a do primeiro Governo de Montenegro neste domínio.

Além da justiça económica, Marques Mendes advertiu que se impõe “cuidar da imagem do Estado e das funções do Estado”.

“O Estado tem falhado sobretudo num domínio de que normalmente só se fala quando há uma tragédia: O domínio da fiscalização. O Estado preocupa-se em construir, preocupa-se em investir, mas, de um modo geral, não fiscaliza, nem a obra pública, nem em outros setores”, assinalou.

O antigo presidente do PSD classificou o domínio da fiscalização como “o parente pobre da missão do Estado – e não pode ser”.

“Todos dissemos isto quando caiu a ponte em Entre-os-Rios ou quando foram os incêndios de Pedrógão Grande e agora com a tragédia do elevador da Glória. Parece que, sempre que há uma tragédia, é o único momento em que nos lembramos que é preciso investir em fiscalização. Não podemos continuar nesta linha”, acentuou.

Se for eleito Presidente da República, Marques Mendes assegurou que irá procurar fomentar “este debate, esta reflexão e a tomada de decisões” no sentido de reforçar o papel do Estado no domínio da fiscalização.

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