Ministra do Ambiente responde a críticas ao E-Lar: “Estamos a falar de um programa para pessoas carenciadas”

"Claro que são equipamentos não muito caros [os apoiados], porque se trata de um programa para pessoas carenciadas e vulneráveis. Não estamos a falar em bombas de calor", defendeu.

A ministra do Ambiente e da Energia defendeu-se esta manhã das críticas ao programa de apoio à compra de eletrodomésticos E-Lar, em particular ao reparo de não estarem incluídos apoios a bombas de calor. “Temos de ter um banho de realidade do que é o nosso país, é um programa contra a pobreza energética”, afirmou, considerando estes equipamentos caros tendo em conta o âmbito do programa.

“São elegíveis todos os equipamentos elétricos eficientes com classificação A, claro que são equipamentos não muito caros, estamos a falar de um programa para pessoas carenciadas e vulneráveis. Não estamos a falar de bombas de calor. Temos de ter um banho de realidade do que é o nosso país, é um programa contra a pobreza energética”, começou por dizer Maria da Grava Carvalho esta segunda-feira.

Estas declarações foram feitas à margem da conferência organizada, esta segunda-feira, pela ADENE –Agência para a Energia, em Carcavelos.

Além disso, assinalou que o programa tem a preocupação de “proteger em relação ao preço”, na medida em que liberta os consumidores do gás. “Se continuamos dependentes de gás, continuamos completamente vulneráveis a oscilações exteriores, a guerras, não temos gás natural, temos todo o potencial de energias renováveis, para produzir eletricidade, para baixar o preço, quando as rendas garantidas estão a começar a acabar”, concluiu.

A Deco Proteste tem vindo a apontar lacunas no programa E-Lar, cujas candidaturas abrem a partir de 30 de setembro. A organização de defesa dos consumidores defende que o programa “pode perpetuar situações de vulnerabilidade energética, em vez de as resolver”.

O programa exclui ainda as bombas de calor, uma das tecnologias mais eficientes para o aquecimento de águas, que a Deco Proteste afirma permitir uma poupança anual de cerca de 350 euros face um esquentador a gás butano, o mais comum nos lares portugueses. A associação afirma que trocar o esquentador por um termoacumulador, uma das substituições previstas no apoio, aumenta gastos, e calcula que a fatura pode agravar-se em mais de 360 euros por ano.

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