BRANDS' ECOSEGUROS Ciberataques: o novo teste de sobrevivência das PME portuguesas
Entre as PME afetadas, 40% sofreram perdas financeiras, 41% ficaram com sistemas bloqueados e mais de um terço perdeu dados não encriptados.
Nos últimos anos, o digital tornou-se o motor do crescimento de milhares de pequenas e médias empresas portuguesas. Mas com a digitalização veio também uma nova ameaça: o cibercrime. E, segundo o Hiscox Cyber Readiness Report 2025, mais de metade das PME nacionais (54%) já sentiram isso na pele.
Os ataques podem assumir várias formas — desde perda de dados sensíveis e fraudes financeiras até ataques DDoS que deixam sistemas inteiros inoperacionais. O impacto de um ciberataque raramente se limita ao mundo digital. Afeta finanças, relações com clientes e parceiros e, muitas vezes, a própria reputação da empresa. Entre as PME afetadas, 40% sofreram perdas financeiras, 41% ficaram com sistemas bloqueados e mais de um terço perdeu dados não encriptados.
Apesar de uma maior consciencialização sobre os riscos, muitas PME ainda subestimam a ameaça. A perceção de que “não somos grandes, não nos vão atacar” é enganosa e perigosa. A realidade mostra que as PME são, muitas vezes, vítimas de ataques não direcionados. Muitos ciberataques não visam uma organização específica – são campanhas automatizadas lançadas em larga escala, que incluem emails de phishing ou exploram vulnerabilidades conhecidas em qualquer sistema que as possua. A automatização e tecnologias emergentes permitem aos cibercriminosos atingir grandes volumes de alvos com pouco esforço.

A proteção eficaz baseia-se em três pilares: prevenção e formação interna, garantindo que todos os colaboradores reconheçam e evitem comportamentos de risco; planos de resposta e recuperação, que permitam reagir rapidamente e reduzir as perdas operacionais; e proteção financeira adequada, capaz de cobrir custos de gestão do incidente, responsabilidade perante terceiros e apoio técnico especializado.
A cibersegurança deve ser encarada como uma questão estratégica, integrando a estratégia de crescimento das empresas e não apenas como uma despesa técnica. Investir em prevenção e resiliência digital é fundamental para proteger o negócio, os clientes e a reputação da marca.
Num contexto em que a tecnologia é cada vez mais central para o funcionamento das empresas, a cibersegurança deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a ser um elemento estratégico. Preparar-se para ameaças digitais, investir em prevenção e desenvolver capacidade de resposta rápida não protege apenas os dados e os sistemas — protege a reputação, a confiança dos clientes e a continuidade do negócio a longo prazo.
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