Cláudia Azevedo defende Sonae dos “ataques” à diversidade. Ajuda empresas a “resolver problemas”
Líder do grupo da Maia argumenta que a diversidade nas empresas é uma "vantagem competitiva" essencial para ajudar a solucionar problemas. "Não há inovação sem diversidade", defende Cláudia Azevedo.
Num momento em que os programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) estão “sob ataque” nos Estados Unidos, Cláudia Azevedo sai em defesa da diversidade na Sonae, o grupo da família que lidera, apontando-a como uma vantagem competitiva. Para a empresária, se nas empresas não houver o reflexo da sociedade, “perde-se totalmente a capacidade de inovar” e resolver problemas.
“Não há inovação sem diversidade. Se são sempre as mesmas pessoas a olhar para os mesmos problemas ou para problemas novos, é impossível sair uma solução nova“, defendeu Cláudia Azevedo na 3ª edição do Innovators Forum’25 – powered by Sonae, numa sessão intitulada “se não for agora, quando?”. “Se nas empresas não temos o reflexo da sociedade, das suas perspetivas, dos caminhos das pessoas, não vamos resolver os problemas com a inovação que é preciso para crescer nas empresas”, reforçou a líder do grupo que detém o Continente.
Em tom de preocupação, a CEO da Sonae sublinhou que “os programas DEI estão sob ataque, nomeadamente nos Estados Unidos, com softwares à procura da palavra DEI para despedir as pessoas que estão no governo americano a trabalhar nesses temas”. “Na Sonae não fizemos isso“, acrescentou.
O meu sonho é nas reuniões [da Sonae] ter sempre estas pessoas lá em cima da mesa a dizer: ‘Mas por que é que não pensamos assim? Mas já fazemos isso há 30 anos e por que é que não fazemos como aqueles?
Citando estudos da London School of Economics e da McKinsey, realçou que empresas que procuram ter um reflexo da sociedade nos seus colaboradores têm “39% de resultados melhores”. “Os consumidores são 90% mulheres e temos uma equipa de homens a tentar resolver esse problema. [Havendo] uma equipa diversa — também não era só mulheres –, também a partir de outras perspetivas e não só de género, percebe-se que é uma vantagem competitiva“, exemplifica.
“O meu sonho é nas reuniões [da Sonae] ter sempre estas pessoas lá em cima da mesa a dizer: ‘Mas por que é que não pensamos assim? Mas já fazemos isso há 30 anos e por que é que não fazemos como aqueles?“, verbaliza a líder da empresa detida pela família Azevedo e que é o maior empregador privado a nível nacional.
“Não há inovação sem diversidade, não há estratégia sustentável sem equidade e não há futuro sem inclusão”, sintetizou, notando a “riqueza” de ter “pessoas que abordam problemas realmente de formas muito diferentes daquelas que estávamos a ver com as nossas cabeças”. Algo que disse ter testemunhado recentemente numa universidade, onde participou num evento.
Para a líder da Sonae, num mundo “em que é tudo mais rápido”, completou, é preciso “aprender com quem inova”. Lembrou que na Sonae há um programa que promove a diversidade (Sonae all in). “O meu sonho é ter na Sonae um sítio que seja naturalmente diverso, onde as pessoas possam crescer, inovar, deixar a sua marca, estar completamente à vontade para dizer o que pensam. Isso seria um sonho grande”, ambicionou.
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