Leilão de lítio pode avançar este ano. Tecnologia “muito boa” reduz impactos ambientais
Ministério do Ambiente está a desenvolver a estratégia das matérias-primas críticas. A ideia é ter especial enfoque nos ganhos para o país e no envolvimento das comunidades locais.
O leilão para a prospeção de lítio pode avançar ainda este ano. O Ministério do Ambiente e Energia está a desenvolver a estratégia das matérias-primas críticas, na qual definirá as condições dentro das quais poderá ser lançado o leilão. A ideia é ter especial enfoque nos ganhos para o país e no envolvimento das comunidades locais.
A ministra relembrou que a tutela lançou, há cerca de um ano, os princípios básicos da estratégia para as matérias-primas críticas. “Prometemos a seguir fazer a estratégia baseada naqueles princípios. E é nisso que estamos a trabalhar”, indicou a ministra, em declarações ao ECO/Capital Verde.
Confrontada com a questão de se este ano seria cedo para lançar o também anunciado leilão para a prospeção de lítio, a governante negou, afirmando que espera ter a estratégia desenvolvida “rapidamente”, e confirmando que seria possível lançá-la ainda este ano.
A dificuldade, indicou, está em propor uma estratégia que permita “um melhor convívio” entre “os grandes projetos que são tão necessários” e a população, tanto nas áreas das matérias críticas como das energias renováveis.
“Um projeto só faz sentido nos dias de hoje se beneficiar a população local, se beneficiar o país, se criar riqueza, se criar emprego e se tiver impactos ambientais aceitáveis”, considerou.
No que diz respeito aos impactos ambientais, aponta que existe tecnologia “muito boa” que diminui os impactos. Quanto aos benefícios para o país, frisa que não deve verificar-se apenas uma exportação direta do material, mas que haja também fábricas no país que utilizem esse material e que haja valor acrescentado da economia e do emprego.
Por fim, no que diz respeito ao “ponto mais difícil”, o envolvimento da população local, aponta que estão a ser estudados bons exemplos que decorrem noutros países. Entre algumas boas práticas na mira, falou da comparticipação da população, partilhando lucros, e outras contrapartidas locais.
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