LVMH: Analistas preveem queda de vendas mas recuperação de interesse

  • ECO
  • 27 Janeiro 2026

Os resultados de 2025 do grupo que detém a Louis Vuitton e Möet Henessy são conhecidos esta terça-feira. Terão os batons Louis Vuitton ajudado a recuperar as receitas?

A LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton apresenta esta terça-feira resultados anuais de 2025, números que devem confirmar os sinais de recuperação, após um longo período de abrandamento do consumo de luxo, segundo a Reuters. Ainda assim, investidores esperam medidas mais concretas por parte do CEO, Bernard Arnault, para reconquistar consumidores afastados por sucessivos aumentos de preços. Esta semana, vários pediram um plano de sucessão do grupo.

As ações do grupo beneficiaram, em outubro, dos primeiros indícios de recuperação na China, desencadeando uma valorização de 80 mil milhões de dólares no setor do luxo. Contudo, e de acordo com a Reuters, parte desses ganhos foi entretanto perdida, com as ações da LVMH a recuarem 9% desde o início do ano, num cenário de tensões geopolíticas entre Europa e EUA.

“Existe uma esperança crescente de que o consumo de luxo melhore ligeiramente”, afirmou Paul Moroz, gestor de carteiras da Mawer Investment Management, citado pela Reuters. “Mas há o risco de alguns consumidores estarem financeiramente esgotados”, acrescentou. Duas perguntas permanecem: Conseguirão as marcas continuar a subir os preços? Conseguirão continuar a criar novos produtos que apelem aos consumidores?

Os anos pós-pandemia registaram crescimentos que não devem voltar, alertam os analistas ouvidos pela Reuters. Uma das mais importantes divisões do grupo – moda e marroquinaria – atingiu os 42 mil milhões de euros em receitas em 2023, quase o dobro do registado em 2019. Mas no último trimestre de 2025 prevê-se que tenha existido uma queda orgânica de 0,3% nas vendas.

Para o quarto trimestre, o consenso aponta para uma queda orgânica de 0,3% nas vendas, enquanto o resultado operacional de 2025 deverá descer para 17,15 mil milhões de euros, face a 19,57 mil milhões no ano anterior, segundo a Visible Alpha. Ainda que com quebras, o melhor cenário é que os últimos meses do ano, correspondente à época festiva, mostrem sinais de recuperação.

A estratégia da LVMH

À medida que os consumidores “aspiracionais” foram migrando para marcas mais acessíveis, como a Coach ou Ralph Lauren, a LVMH voltou a concentrar-se neste grupo. Com exceção da Hermès, a maioria dos grupos de luxo pretende limitar os aumentos de preços a menos de 2% este ano, o que implica uma maior dependência do volume de vendas para sustentar o crescimento.

Em declarações à Reuters, a analista Ariane Hayate, da Edmond de Rothschild, apontando para nomes como Bosideng, Songmont e Laopu Gold, sublinhou que a ameaça da China, principal motor do sector durante vários anos, é real. “Temos de admitir: a concorrência das marcas chinesas é hoje uma realidade”.

Para trazer de volta os clientes aspiracionais, o grupo LVMH, maior conglemerado de marcas de luxo do mundo e detentor de marcas como Louis Vuitton, Dior, Loewe, entre outras, apostou em novos produtos como a linha de beleza da Louis Vuitton, que inclui um baton que custa cerca de 140 euros.

 

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