“Ninguém quer ir para uma empresa que esteja de olhos fechados em relação à IA”

Country manager da Adecco Portugal prevê que inteligência artificial vai ajudar empresas a fidelizar talento. "Uma pessoa numa empresa preparada para o futuro não vai querer ir para outra".

Afinal, são as empresas a selecionar os trabalhadores ou são os candidatos a escolher onde querem trabalhar? No mercado atual, “o candidato é rei“, atira Alexandra Andrade. E cada vez mais perguntam, por exemplo, qual é a pegada carbónica da empresa ou qual a sua estratégia de inteligência artificial.

É que “ninguém quer ir para uma empresa que esteja de olhos fechados” em relação a essa tecnologia, atira a country manager da Adecco Portugal, no novo episódio do podcast “Trinta e oito vírgula quatro”.

“Num mercado de escassez que vivemos hoje, o candidato é rei. É ele que procura a empresa certa, que tenha organizacional que seja adequado ao seu propósito pessoal. Hoje nas entrevistas perguntam-nos qual é a pegada carbónica da empresa, quais são as políticas de bem-estar e saúde mental e qual a estratégia de inteligência artificial que a empresa tem“, sublinha a responsável.

Na visão de Alexandra Andrade, as ferramentas de IA já não são um exclusivo da área tecnológica, nem da área de inovação. “Neste momento, é uma questão de transformação organizacional“, defende a country manager, que avisa, contudo, que em Portugal a maioria das empresas está a ter uma adoção “um pouco lenta” desta tecnologia.

Por outro lado, a responsável frisa que a IA pode ser um catalisador para o sentido de propósito dos trabalhadores e adianta que as empresas que estiverem “bem dotadas” com estas ferramentas vão conseguir fidelizar melhor o talento.

Uma pessoa que está numa empresa que está muito preparada para o futuro não vai querer ir para uma outra empresa que não esteja tão preparada.

Alexandra Andrade

Country manager da Adecco Portugal

“Uma pessoa que está numa empresa que está muito preparada para o futuro não vai querer ir para uma outra empresa que não esteja tão preparada”, entende a country manager, que recomenda aos empregadores clareza, transformação e investimento na formação nesta jornada da adoção da inteligência artificial.

O “Trinta e oito vírgula quatro” é um podcast quinzenal com entrevistas a decisores, líderes e pensadores sobre os temas mais quentes do mercado de trabalho.

Numa década, a duração média estimada da vida de trabalho dos portugueses cresceu dois anos para 38,4. É esse o valor que dá título a este podcast e torna obrigatória a pergunta: afinal, se empenhamos tanto do nosso tempo a trabalhar, como podemos fazê-lo melhor?

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