Quase 20 mil jovens já compraram casa com isenção de IMT e Imposto de Selo

  • Lusa
  • 3 Fevereiro 2025

Até 19 de janeiro, o número de casas adquiridas pelos beneficiários desta medida ascendeu a 13.892, com o valor médio das habitações transacionadas a manter-se nos 187 mil euros.

Um total de 19.745 pessoas beneficiaram de isenção de IMT, Imposto de Selo e emolumentos na compra da primeira habitação, segundo dados facultados à Lusa pelo Ministério da Juventude e Modernização.

De acordo com a mesma informação, que reflete a situação até 19 de janeiro, o número de casas adquiridas pelos beneficiários desta medida ascendeu a 13.892, com o valor médio das habitações transacionadas a manter-se nos 187 mil euros.

Em declarações recentes à Lusa, a ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes, fez um balanço positivo desta medida, considerando que tem permitido “remover obstáculos” no acesso dos jovens a habitação.

O número de pessoas que beneficiaram da medida nestes cerca de seis meses e meio de aplicação compara com as 3.098 que compraram casa com isenção de IMT e de Imposto do Selo no primeiro mês e meio da medida, altura em que tinham sido adquiridos 2.141 imóveis.

O IMT Jovem começou a ser aplicado em agosto do ano passado, tendo sido criada uma tabela deste imposto para os beneficiários da medida e que contempla quatro escalões, contemplando isenção total nas compras que se encaixem no 1.º destes escalões e a aplicação de uma taxa de 8% no valor que ‘encaixa’ no escalão seguinte.

Com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) e a atualização dos escalões do IMT em 2,3%, o valor de transação que beneficia de isenção total ficou fixado nos 324.058 (subindo cerca de sete mil euros face ao valor em vigor em 2024), enquanto a parcela tributada a 8% avançou para 648.022 euros (contra 633.453 euros em 2024).

Para terem acesso a esta medida, que é atribuída de forma automática, os jovens não podem ter sido proprietários de imóveis nos três anos anteriores à compra da casa, sendo a idade limite (35 anos) aferida à data da escritura.

 

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Hugo Veiga está de volta. Direção criativa global da AKQA será feita a partir de Portugal

O publicitário português mais premiado do mundo vai liderar a criatividade da rede AKQA, agência do grupo WPP, baseado em Portugal. Localmente, o grupo opera, até agora, com a VML e a Bar Ogilvy.

Hugo Veiga, global chief Creative office AKQA, está de regresso a Portugal. O criativo português mais premiado de sempre vai liderar a criatividade da rede de agências do grupo WPP a partir do país.

“Depois de 20 anos a viver no estrangeiro, estou de volta à minha terra natal: Portugal. Uma decisão familiar, mas também uma decisão de trabalho. Portugal tem um dos fusos horários mais amigáveis para um papel global como o meu, bem como um valioso ecossistema de inovação e arte para o qual o mundo ainda não acordou. Mal posso esperar para me conectar mais com seu potencial. Sou grato à AKQA e à WPP por tornar essa mudança possível e muito feliz em dizer “Tou de bolta, carago”, escreve Hugo Veiga no LinkedIn.

Nascido em Portugal, a carreira de Hugo Veiga nas últimas duas décadas tem sido feita internacionalmente, primeiro no Brasil e nos últimos quatro anos, quando assumiu a liderança criativa global da rede, nos EUA.

Com mais de 60 leões de Cannes no currículo, o criativo conquistou cerca de 25 ouros e quatro grand prix: “Dove Real Beauty Sketches”, “Nike Air Max Graffiti Stores”, “Bluesman” e “Nike Never Done Evolving feat Serena”.

Após ser reconhecido como o melhor redator do ano no Cannes Lions 2013, Hugo Veiga co-fundou o estúdio da AKQA em São Paulo, eleito o “Escritório Mais Feliz da WPP” em 2018, “Agência do Ano da América Latina” no Cannes Lions em 2019 e no One Show em 2020. O estúdio também conquistou um Grand Clio para cinco clientes diferentes em cinco anos consecutivos.

Individualmente, Hugo Veiga foi eleito o Melhor Diretor de Criação do Brasil em 2019 pelo PropMark, realizou duas palestras TEDx, atuou como Latin America Chair no Andy Awards e foi presidente do júri da categoria Mobile no Cannes Lions de 2022.

Fora da publicidade, foi roteirista e ator em três programas de televisão, fez dublagem de desenhos animado, criou Azevedo, um personagem animado, venceu duas edições do Concurso de Teatro de Improviso de Lisboa, criou “Clio On_Tour”, uma série limitada para o Renault Clio lançada em Portugal em 2005, e foi o vocalista da Moda Foca, uma banda de rock dos anos 90. Em 2020, lançou “Terra da Faina”, o álbum musical de estreia sob o alter ego Gohu.

Em Portugal, recorde-se, o grupo WPP opera com as agências criativas VML e Bar Ogilvy. A estas, junta-se agora o global chief creative office da AKQA, rede com presença em cerca de 30 países.

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Trump vai impor taxas aduaneiras sobre produtos europeus “muito em breve”

  • Lusa
  • 3 Fevereiro 2025

Depois de Canadá, México e China. o novo presidente dos EUA garante que se seguirá imposição de tarifas à importação de produtos da União Europeia. "Estão realmente a aproveitar-se de nós", diz Trump.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os produtos europeus vão ser sujeitos a taxas aduaneiras “muito em breve”, na sequência da imposição de tarifas à importação de produtos do Canadá, México e China.

“Estão realmente a aproveitar-se de nós, temos um défice de 300 mil milhões de dólares [293 mil milhões de euros]. Não levam os nossos automóveis nem os nossos produtos agrícolas, praticamente nada, e todos nós compramos, milhões de automóveis, níveis enormes de produtos agrícolas”, disse no domingo à imprensa.

A União Europeia lamentou no mesmo dia o aumento das taxas aduaneiras pelos Estados Unidos da América sobre produtos do Canadá, do México e da China, e disse que vai retaliar fortemente se for alvo de tarifas injustas.

“A UE acredita firmemente que direitos aduaneiros baixos promovem o crescimento e a estabilidade económica”, disse a Comissão Europeia em comunicado, através do qual considerou a imposição de mais tarifas pelos EUA como “nocivas para todas as partes”.

Se o bloco europeu for também alvo dessas medidas, o executivo comunitário vai “retaliar fortemente”.

Donald Trump assinou no sábado a ordem executiva para a aplicação de taxas aduaneiras aos produtos provenientes do Canadá, do México e da China. A assinatura, que oficializa a decisão que já tinha sido anunciada, determina a imposição de tarifas de 10% à China, de 25% ao México e de 25% ao Canadá, exceto no petróleo canadiano, que terá tarifa de 10%.

Trump tinha vindo a ameaçar a imposição de tarifas para garantir uma maior cooperação dos países para impedir a imigração ilegal e o contrabando de produtos químicos, como o fentanil, um opioide que está a provocar vagas de adição importantes nos Estados Unidos. Os três países prometem tomar medidas.

Já no caso da União Europeia ainda não foi tomada uma decisão, mas a preocupação é geral e a França defendeu no domingo uma “reposta mordaz” da Europa face às ameaças de novas tarifas aduaneiras pelo Presidente norte-americano.

Trump admitiu que as novas tarifas podem causar sofrimento ao povo norte-americano, mas garantiu que “tudo valerá a pena” porque vai “tornar a América grande de novo”.

“Haverá sofrimento? Sim, talvez (e talvez não). Mas vamos tornar a América grande de novo, e tudo valerá a pena”, escreveu Donald Trump, em letras maiúsculas, no perfil da rede social que fundou, a Truth Social, citado pela agência de notícias France-Presse.

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Salários altos, regresso ao escritório e Inteligência Artificial para manter competitividade

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  • 3 Fevereiro 2025

Estas são as tendências reveladas no estudo anual “HTTP 2025”, realizado pela Damia Group Portugal, que orienta empresas e candidatos do setor tecnológico nas suas escolhas.

A Damia Group Portugal, que opera no setor do recrutamento de talento tecnológico, revelou esta semana a mais recente edição do seu estudo anual, o “HTTP: Hiring Tech Talent in Portugal”. A apresentação realizou-se na quinta-feira, 30 de janeiro, na Factory Lisbon, em Lisboa, no tech hub da SIXT, parceira da Damia. Media partner da Damia nesta apresentação, o ECO acompanhou o evento e recolheu as principais conclusões.

Numa primeira intervenção de boas-vindas, e perante uma plateia com mais de 160 pessoas, na sua maioria profissionais da área da tecnologia e de Recursos Humanos, Cláudio Menezes, CEO da Damia Group Portugal sublinhou a relevância deste benchmark para a orientação das empresas que procuram talento tecnológico e que precisam saber o que é necessário para serem atrativas, assim como para os candidatos, que beneficiam de «informação mais transparente para tomarem decisões mais informadas».

A apresentação da edição de 2025 do estudo salarial do mercado tecnológico português, uma análise detalhada sobre tendências de mercado, benchmarks salariais e as competências mais procuradas no setor tecnológico português para 2025, coube a duas especialistas de Recrutamento Tech da Damia Group Portugal – Alexandra Teixeira e Ângela Lopes.

A base do estudo apresentado assenta nas expetativas salariais de mais de cinco mil candidatos, partilhadas em entrevistas para vagas reais, realizadas nos últimos sete anos. A maioria dos inquiridos são developers sénior de backend, ou seja, profissionais que desenvolvem a parte “invisível” do software, embora o espectro abarque todos os perfis de profissionais desta área.

Portugal continua a atrair investimentos significativos no setor tecnológico

Já sem contar com os efeitos da pandemia, o contexto em causa é, agora, a clara instabilidade geopolítica que afeta a economia mundial. Perante estas condições, o mercado tecnológico português teve de se adaptar. No relatório apresentado pode ler-se que Portugal continua «a atrair tecnologia», que «novos tech hubs se estabeleceram no país» e que «as empresas anteriormente estabelecidas tiveram de equilibrar os seus orçamentos com investimentos estratégicos no desenvolvimento de IT e das suas operações em Portugal».

Ângela Lopes, especialista de Recrutamento Tech da Damia Group Portugal

O estudo destaca, também, que as regiões de Lisboa e Porto concentram a maior parte do talento nacional mas que cidades como Braga, Aveiro e Faro têm registado um crescimento consistente na atração de profissionais de tecnologia. Este movimento é acompanhado pela consolidação de modelos de trabalho híbridos, agora considerados a norma em startups e empresas de médio porte, enquanto as maiores empresas começam a implementar políticas mais voltadas para o regresso ao escritório.

Os resultados do “HTTP 2025” demonstram um mercado em evolução e fortemente competitivo, onde os candidatos mantêm o controlo sobre as dinâmicas de contratação. As tendências salariais apontam para um crescimento generalizado, com posições como engenheiros de backend a atingirem salários anuais de até 110 mil euros, e líderes de engenharia a superarem os 150 mil euros. O relatório agora disponibilizado compreende uma completa tabela na qual é possível consultar os salários mínimos e máximos de perto de 30 categorias profissionais nas empresas de tecnologia em Portugal.

«Corrida de linguagens» em alta

No que toca às diversas tecnologias e frameworks mais utilizadas no mercado, e aos profissionais que com elas trabalham, o relatório apresentado revela uma verdadeira corrida. Ficamos a par, por exemplo, de como tecnologias como Python (para developers backend e fullstack) e frameworks como React (frontend) continuam a liderar as preferências do mercado, ao passo que áreas emergentes como a Inteligência Artificial e Machine Learning (IA/ML) ganham terreno, com um aumento exponencial na procura por especialistas em NLP e engenheiros de modelos de larga escala.

O estudo revela ainda que a procura por developers Java continua estável e a tendência salarial está de acordo com a pequena descida observada nos últimos dois anos. Apesar do congelamento das contratações e dos despedimentos que afetaram a função, continua a ser uma excelente opção de carreira, com quase 30% de quota de procura no mercado. Ainda assim, a procura de programadores C# (C-Sharp, da Microsoft) continua a ser elevada e tem-se mantido estável ao longo dos anos. No entanto, devido às recentes demissões em grandes empresas e ao congelamento de contratações em todo o mercado, houve maior disponibilidade de candidatos, o que resultou numa diminuição considerável das médias salariais.

Alexandra Teixeira, especialistas de Recrutamento Tech da Damia Group Portugal

Para as especialistas de recrutamento da Damia Group, questionadas durante a apresentação, a maior surpresa do estudo acabou por ser a tendência para o aumento do salário de programadores frontend, apesar da menor procura pelos mesmos, mas, também, o crescimento do PHP (Hypertext Preprocessor), entre os developers de fullstack (engenheiros que trabalham Backend e Frontend), linguagem que, apesar dos rumores sobre o seu desaparecimento, continua a ter uma presença significativa no desenvolvimento web, assistindo-se a um aumento da sua procura no mercado.

O estudo agora apresentado fornece dados relativos à procura por profissionais que operam nos já mencionados backend, frontend, ou fullstack, mas, também em mobile e nos domínios de QA (Quality Asurance), Devops (Development and Operations) e SRE (Site Reliability Engineers). Tanto os recrutadores como os próprios candidatos poderão aqui consultar facilmente as principais tendências de salários e de procura e disponibilidade de talento, cruzadas com indicadores relativos a profissionais a operar especificamente com as principais linguagens de programação, frameworks (estruturas) e libraries (Bibliotecas, coleções de recursos como JavaScript, Python ou C#).

Técnicos de Inteligência Artificial equiparados aos engenheiros que lideraram ascensão das tecnologias web e móveis.

Como era de esperar, o estudo deu grande destaque à Inteligência Artificial, evidenciando que as funções neste domínio e no do Machine Learning há muito que deixaram de ser apenas «nice to have», sendo, antes, essenciais para as empresas se manterem competitivas. Os profissionais nestas áreas estão a assumir papeis semelhantes ao que os engenheiros de backend desempenharam na ascensão das tecnologias web e móveis, na década de 2000. Uma das conclusões do “HTTP 2025” é clara: «As empresas que ignoram as estratégias de IA arriscam-se a ficar para trás em termos de inovação, experiência do utilizador e eficiência operacional.»

Neste contexto, sublinhou-se o papel dos Data Scientists, cujas funções estão a mudar da análise tradicional para modelos preditivos e prescritivos orientados para a IA, e dos especialistas em processamento de linguagem natural (PNL) que, por sua vez, estão a evoluir da análise básica de texto para a criação de IA de conversação, sistemas de análise de sentimentos e interfaces de voz.

Benefícios: semanas reduzidas e mais dias a trabalhar de casa agradam.

Através das entrevistas à amostra de candidatos inquirida foi possível percecionar a importância de oferecer benefícios competitivos para atrair e reter os melhores talentos. Vantagens como semanas de trabalho reduzidas, seguros de saúde privados, flexibilidade laboral e programas de formação contínua foram destacados como fatores decisivos para profissionais altamente qualificados. Além dos benefícios habituais, o estudo menciona ainda os planos de pensões, raros até agora entre nós, como uma das boas práticas das empresas de tecnologia para com os seus colaboradores, apresentando-se como forma de garantir um complemento no momento da reforma.

«HTTP2025 apoia todas as partes a alcançar o seu máximo potencial»

A propósito do estudo apresentado, Cláudio Menezes, CEO da Damia Group Portugal, referiu que «O HTTP 2025 é mais do que um relatório. É uma bússola que orienta empresas e candidatos num mercado em constante evolução. O nosso compromisso é promover transparência e apoiar todas as partes envolvidas a alcançar o seu máximo potencial». Numa entrevista recente ao ECO, o mesmo responsável havia já destacado o impacto crescente que este Salaries Benchmark tem tido no setor tecnológico em Portugal, algo que ficou claro pela forma como a ele se referiram os gestores participantes no painel de debate que animou a segunda parte do evento aqui relatado (leia aqui as principais conclusões do painel).

Cláudio Menezes, CEO da Damia Group Portugal

De acordo com a empresa, os líderes de RH e Tecnologia com que a Damia interage têm vindo a destacar a relevância deste documento para apurar as dificuldades, bem conhecidas, de quem recruta talento tecnológico e de quem procura construir equipas altamente qualificadas, num contexto muito competitivo onde, muitas vezes, não há uma visão clara por onde começar para se encontrar as pessoas certas. Mais do que revelar quais os salários praticados no mercado, o estudo procura responder a uma questão bem pertinente: «quanto é que as empresas precisam de pagar ou o que têm de fazer para serem relevantes e captar o melhor talento».

Modelo de Trabalho: híbrido parece ser a regra, mas escritório ganha força

Recorrendo a dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho, o estudo “HTTP 2025” revela que o trabalho totalmente remoto está a perder força. O que começou por ser uma tendência trazida por empresas multinacionais com grandes equipas no escritório, a verdade é que agora está a tornar-se mais difícil encontrar empregos totalmente remotos. O híbrido parece ser a regra, mas com maior tendência para o regresso ao escritório. O estudo menciona, ainda, que em 2024 assistiu-se a várias políticas abruptas de regresso ao modelo presencial. Espera-se, assim, que, neste início de 2025, muitas empresas adotem políticas mais claras e restritivas relativamente ao trabalho remoto e que muitas outras se alinhem com a tendência.

No entanto, os contratos de trabalho que incluem o exercício de funções remotas aumentaram 30%, o quarto aumento consecutivo, particularmente em empregos relacionados com TI e Consultoria, que representam 36% do aumento global.

O modelo de trabalho híbrido está, assim, a caminho de se tornar o novo normal na indústria tecnológica.

O relatório “HTTP: Hiring Tech Talent in Portugal” está disponível para download no site da Damia Group Portugal.

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Das redes digitais às redes inteligentes: três tendências da banda larga para 2025

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  • 3 Fevereiro 2025

Uma nova geração de tecnologias avançadas de rede fixa oferece um grande potencial para escritórios em casa, redes de área corporativa e automação industrial.

A digitalização está a avançar e, com ela, o consumo de dados aumenta a grande velocidade. Estamos já na transição da era digital para a designada ‘era inteligente’, caracterizada por processos inovadores, flexíveis e automatizados, por isso, a questão já não é “se” utilizamos os dados, mas “como”, e de que forma podemos tirar o melhor proveito do potencial da digitalização e da inteligência artificial.

Um dos componentes-chave desta transformação é a tecnologia F5G-Advanced (F5G-A), que representa a quinta geração de soluções de fibra ótica, essenciais para uma rede com elevado desempenho, fiável e eficiente.

Estas três tendências representam algumas das possibilidades que as tecnologias óticas F5G-A podem oferecer.

Das redes digitais às redes inteligentes: três tendências da banda larga para 2025

Fibra ótica em vez de cobre: a ascensão das redes 10G

Com a crescente procura de uma conectividade ubiqua em ambientes domésticos, em redes de área corporativa (as designadas ‘campus networks’) e indústrias, estamos a presenciar a transição dos cabos de cobre para as ligações de fibra ótica. Este desenvolvimento conduz também à mudança de redes gigabit para redes 10G por utilizador. As fibras óticas não só permitem maiores larguras de banda, como oferecem também uma vida útil mais longa e são mais amigas do ambiente.

Estas mudanças ganham ainda mais relevância quando nos referimos a grandes redes de área corporativa que já integram tecnologias como Wi-Fi 7, onde as soluções óticas substituem a cablagem de cobre tradicional. Além disso, as tecnologias de fibra ótica apresentam outras vantagens, nomeadamente o facto de serem menos suscetíveis a influências ambientais, como o eletromagnetismo ou temperaturas extremas, o que é especialmente benéfico em ambientes industriais.

Um exemplo deste desenvolvimento tecnológico é a tecnologia XGS-PON (10 Gigabit Symmetric Passive Optical Network) e a sua evolução para 50G-PON. A XGS-PON/50G-PON oferece larguras de banda simétricas até 10 ou 50 Gbps, permitindo o acesso a ligações de banda ultralarga necessárias às aplicações modernas e à crescente procura de dados. Esta tecnologia também suporta a divisão end-to-end (E2E), permitindo que até oito redes dedicadas e isoladas operem numa única infraestrutura, aumentando a significativamente a eficiência e a flexibilidade da rede.

Do SDH ao fgOTN: a modernização das redes industriais

Em indústrias ou setores como a energia e a logística, a SDH (sigla para Synchronous Digital Hierarchy) está a ser cada vez mais substituída pela fgOTN (sigla para Fine-Grain Optical Transport Networking). Durante décadas, a SDH representou uma solução fiável para a transmissão de dados digitais, mas as crescentes exigências de largura de banda, serviço, qualidade e flexibilidade, requerem uma tecnologia mais moderna. A norma fgOTN, reconhecida oficialmente em 2023, oferece uma alternativa preparada para o futuro que proporciona larguras de banda mais flexíveis e mais elevadas do que a SDH (de 10 Mbps a 400 Gbps), garantindo simultaneamente a sua segurança e fiabilidade.

A OTN (sigla para Optical Transport Network) 400G também desempenha um papel crucial, já que esta tecnologia permite aos operadores de rede gerir eficazmente o crescente tráfego de dados e fornece uma plataforma robusta para a transmissão de grandes volumes de dados a longas distâncias. A OTN 400G é ideal para redes backbone e de área metropolitana (MAN) e pode ser perfeitamente integrada em infraestruturas existentes, possibilitando uma migração harmoniosa de SDH para fgOTN.

Deteção ótica vs. controlo manual: melhorar a monitorização das infraestruturas

A integração de tecnologias de sensores óticos na monitorização de infraestruturas críticas permite modernizar os processos de inspeção.

Nesse sentido, as inspeções realizadas no local, tradicionalmente manuais, estão a ser substituídas por soluções inteligentes de fibra ótica e de análise de IA. Esta solução permite que a monitorização possa ser realizada remotamente e assegura uma melhoria significativa na eficiência e nas condições de trabalho. Os sensores óticos oferecem ainda uma elevada precisão e resistem a influências ambientais externas, tornando-os ideais para a monitorização de infraestruturas como condutas ou aeroportos.

A influência da sustentabilidade, da IA e da computação quântica

Para além destas três tendências, também contribuem para o desenvolvimento da geração F5G outros fatores determinantes. O desenvolvimento de componentes de rede mais eficientes é cada vez mais importante para a redução do consumo de energia e as emissões de CO2. Os algoritmos baseados em IA otimizam o desempenho da rede em tempo real, melhoram a alocação de recursos e permitem implementar uma manutenção preditiva, tornando as redes mais eficientes e fiáveis. Adicionalmente, a IA requer mais dados para treinar os modelos de IA subjacentes, sendo que estes dados precisam de ser transmitidos, através das redes, para os centros de dados correspondentes.

Além disso, a computação quântica promete elevar a segurança da transmissão de dados a um outro nível, recorrendo a métodos criptográficos quânticos, o que poderá gerar, no futuro, redes quânticas que permitirão uma comunicação quase sem latência e segura em termos de privacidade a longas distâncias. Estas sinergias poderão ainda promover o desempenho e a inteligência das redes F5G-A, abrindo caminho a aplicações inovadoras, como cidades inteligentes, sistemas autónomos e realidades virtuais imersivas.

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Lucros do banco Montepio quase quadruplicam para 110 milhões de euros em 2024

Banco liderado por Pedro Leitão destaca “recordes históricos em resultados líquidos, volume de depósitos de clientes, solvabilidade e liquidez” durante o ano passado.

O Banco Montepio reportou esta segunda-feira um resultado líquido consolidado de 109,9 milhões de euros durante o ano passado, quase quadruplicando (287%) o valor que tinha registado no ano anterior, em que os lucros tinham caído 16%.

Em comunicado enviado à CMVM, a instituição liderada por Pedro Leitão assinala que “o banco mais antigo de Portugal atingiu recordes históricos em resultados líquidos, volume de depósitos de clientes, solvabilidade e liquidez” durante o ano passado.

Em 2024, o desempenho financeiro foi determinado por um produto bancário de 499,1 milhões de euros, suportado principalmente pela margem financeira e pelas comissões, que ascenderam a 384,4 e 127,8 milhões, respetivamente. No final do ano passado, os recursos de clientes atingiram um novo máximo histórico de 14.959 milhões, após um crescimento homólogo de 11,9%.

O crédito a clientes performing apresentou um aumento de 4,8%, para 11.902 milhões de euros, “fruto de uma evolução positiva do crédito a clientes (bruto), num contexto de manutenção de critérios de concessão de crédito rigorosos”. Esta evolução foi acompanhada pela diminuição das exposições não produtivas (NPE) em 120 milhões (-32%), que reduziu o rácio de NPE para 2,1% (3,2% no final de 2023).

Num “ano marcado por forte dinamismo da atividade comercial e progresso na melhoria da qualidade dos ativos com prossecução da gestão prudente de riscos”, como destaca na nota enviada esta manhã ao mercado, os depósitos de clientes aumentaram 11,9% e ascenderam a 15 mil milhões de euros (70% no segmento de particulares).

Por outro lado, salienta ainda, a taxa de penetração no segmento de clientes da economia social e solidária foi de 28%, “consolidando a estratégia de contínuo acompanhamento especializado deste segmento enquanto pilar diferenciador”.

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Hoje nas notícias: rendas, imigrantes e seguros de crédito

  • ECO
  • 3 Fevereiro 2025

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

O Estado paga 2,8 milhões de euros em rendas por 290 imóveis disponibilizados no âmbito do Programa Arrendar para Subarrendar, quando apenas 62 destas casas estão ocupadas. As contribuições dos imigrantes para os cofres da Segurança Social atingiram um novo recorde no ano passado, totalizando os 3.645 milhões de euros, mais 30% do que em 2023. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta segunda-feira.

Estado paga 2,8 milhões em rendas, mas 80% das casas estão vazias

O Programa Arrendar para Subarrendar (PAS) disponibiliza 290 imóveis, pelos quais o Estado pagou 2,8 milhões de euros em rendas no ano passado. No entanto, segundo os dados do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), só 62 dessas casas estão ocupadas, a maioria (76%) por jovens até aos 35 anos e as restantes a famílias monoparentais, sendo que houve 2.732 candidatos. Tendo em conta que apenas 21% dos 290 fogos estão ocupados, o “desperdício” do Estado em rendas foi de 2,2 milhões de euros em 2024. O programa, lançado em 2023 pelo anterior Governo, continua longe da meta inicial de 320 casas.

Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso pago)

Contribuições dos imigrantes para a Segurança Social bateram recorde em 2024

As contribuições dos imigrantes para a Segurança Social atingiram os 3.645 milhões de euros no ano passado, um aumento de 30% em relação a 2023. Estes dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), representam um novo recorde do volume de contribuições dos imigrantes e voltam a evidenciar que os imigrantes dão mais à Segurança Social do que recebem: só em 2024, o valor de prestações sociais pagas a cidadãos estrangeiros foi de 687 milhões de euros, cinco vezes menos do que os 3.645 milhões de euros das contribuições.

Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (acesso pago)

Estado paga à COSEC quatro vezes mais em comissões do que em serviço

As receitas e despesas apresentadas pela COSEC, seguradora mandatada pelo Estado português para analisar e gerir os Seguros com Garantia do Estado, estão apuradas e relevadas “de forma adequada”, mas o valor das comissões de gestão representam cerca de 297% do custo dos respetivos serviços prestados ao Estado, indica a Inspeção-Geral de Finanças (IGF) na mais recente auditoria, referente a 2023. Segundo o documento, a remuneração do Estado relativa a comissões de gestão fixa e variável ascendeu a cerca de dois milhões nesse ano, “valor muito superior aos correspondentes gastos”, de 700 mil euros. Além disso, refere que o valor global da exposição do Estado aumentou 7,5%, para 825 milhões de euros, enquanto as indemnizações pagas pelo Estado totalizaram 1,7 milhões de euros (mais 121% face a 2022).

Leia a notícia completa no Jornal Económico (acesso pago)

Grandes gestoras vão aos saldos da bolsa de Lisboa

No último ano, as grandes gestoras de ativos aproveitaram os preços de saldo de algumas das cotadas da bolsa de Lisboa, que não conseguiu acompanhar as valorizações das principais congéneres mundiais. Segundo dados da Bloomberg, o Norges Bank e a Vanguard, por exemplo, compraram mais de 13 mil ações da EDP cada um, enquanto a AllianceBernstein adquiriu mais de 68 mil ações, aproveitando a desvalorização de 32% da elétrica liderada por Miguel Stilwell d’Andrade. Por sua vez, o MFS Investment Management comprou quase 20 mil ações da EDP Renováveis, que em 2024 caiu 45,8%. Na Mota-Engil, cujas perdas foram de 26,4%, destacam-se as investidas dos espanhóis da Azvalor, que passaram a deter mais de 4,7 milhões de títulos da construtora, e da Vanguard, dona de 3,2 milhões de ações.

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago)

Escolas de Lisboa com mais chumbos do que as do Norte

A taxa de conclusão do ensino secundário (10.º ao 12.º ano) é melhor no norte do país, onde 83% dos alunos terminaram o secundário em três anos, enquanto a região da Grande Lisboa apresenta o pior registo, com apenas 70%. Estes dados, divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, indicam, assim, que a percentagem de alunos que reprovam na Grande Lisboa (30%) é quase o dobro da do Norte (17%). Uma das justificações para esta disparidade, segundo o diretor do Agrupamento de Escolas de Viso, em Viseu, é o maior número de alunos imigrantes, “cujos resultados escolares são piores”, além de que “no Norte estão os professores mais experientes, enquanto no Sul estão os mais novos”.

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“Quanto mais experiência ganhamos, mais nos apercebemos de que, às vezes, pensamos pequeno”

  • ECO
  • 3 Fevereiro 2025

Ambição, sucesso e liderança foram alguns dos temas discutidos no 15º episódio do podcast E Se Corre Bem?, com Mauro Xavier, sócio da PwC, em Madrid.

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Mauro Xavier, sócio da PwC em Madrid, é o mais recente convidado do podcast E Se Corre Bem?. Com uma carreira marcada pela consultoria, Mauro Xavier tem a responsabilidade de desenvolver o negócio da PwC na área da consultoria com a Microsoft, depois de ter passado 18 anos na própria Microsoft. No início da sua trajetória profissional, esteve três anos na Accenture e chegou a ser vice-presidente do Instituto Português da Juventude (IPJ).

Apaixonado pelo Benfica, Mauro Xavier tem as suas prioridades bem definidas e acredita que a organização do tempo é essencial para alinhar aquilo que realmente é importante. “Eu costumo dizer que onde alocamos o nosso tempo são as nossas prioridades, e eu aloco o meu tempo em quatro coisas: primeiro na minha família, depois no meu trabalho e de seguida no meu clube de futebol e nos meus investimentos. Depois, percebi que me faltava aqui uma peça – o tempo para mim. Passei a dedicar tempo do meu dia ao ócio, ou seja, tempo para ouvir música, para ler, para fazer uma caminhada, para ouvir um podcast…”, conta.

Ao longo da conversa, Mauro Xavier reflete sobre mentalidade e ambição, destacando como a forma de pensar pode limitar o crescimento. “Durante algum tempo, embora sempre quisesse alcançar muito, eu acho que pensei mais pequeno do que devia. Eu acho que é uma coisa muito portuguesa, de que quanto mais experiência ganhamos, mais nos apercebemos de que, às vezes, pensamos pequeno”, explica.

"Eu acho que o sucesso ainda é um tabu, ou seja, nós não partilhamos uns com os outros com a frequência que se devia partilhar as coisas básicas”

Mauro Xavier, partner e líder da Aliança com a Microsoft EMEA na PwC

Defende que o sucesso ainda é um tema tabu e que muitas vezes falta uma visão mais clara do impacto individual dentro das organizações. “Eu acho que o sucesso ainda é um tabu, ou seja, nós não partilhamos uns com os outros com a frequência que se devia partilhar as coisas básicas. […] Quantos de nós trabalhamos numa organização sem sabermos qual é o lucro total dessa organização e qual é o nosso contributo individual para essa organização?”, questiona.

Com um percurso marcado pela ambição e pela capacidade de adaptação, Mauro Xavier deixa uma reflexão final sobre um erro de gestão que, na sua opinião, acontece quando se tenta transformar equipas de trabalho em famílias. “Eu acho que o erro acontece quando tu começas a dizer que às pessoas com quem tu trabalhas que são a tua família, isso cria a perceção errada. […] Quando queremos construir um grupo de trabalho, nós queremos ser os mais produtivos. Acho que é um erro tremendo confundirmos os papéis”, explica.

A ambição (ou a falta dela), a importância do seu percurso pelo IPJ para a sua aprendizagem sobre liderança, e o seu amor ao Benfica foram alguns temas abordados ao longo desta conversa.

Este podcast está disponível no Spotify e na Apple Podcasts. Uma iniciativa do ECO, que Diogo Agostinho, COO do ECO, procura trazer histórias que inspirem pessoas a arriscar, a terem a coragem de tomar decisões e acreditarem nas suas capacidades. Com o apoio do Doutor Finanças e da Nissan.

Se preferir, assista aqui:

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Lidl aumenta salário de entrada para 900 euros brutos

Novo salário de entrada representa uma subida de 5,9% face ao ano passado, ou seja, mais 50 euros do que no ano anterior, e mais 30 euros do que os 870 euros de SMN fixado pelo Governo.

O Lidl aumentou para 900 euros o salário de entrada dos trabalhadores, mais 50 euros do que no ano passado e 30 euros acima do salário mínimo nacional (SMN) fixado para este ano. Ao todo, a cadeia investiu 8,3 milhões de euros em aumentos salariais para os cerca de nove mil trabalhadores de lojas, entrepostos e escritórios.

“Reconhecer e valorizar o contributo das nossas pessoas não é apenas essencial para nós, como também é preponderante para assegurar resultados sustentáveis que contribuem de forma relevante para a economia portuguesa”, diz Hélder Rocha, CEO do Lidl Portugal, num comunicado a que o ECO teve acesso.

Desde o início do ano, a cadeia de retalho oferece um pacote salarial de entrada de mais de 1.100 euros. Desse valor, 900 euros são relativos ao salário base, valor a que se soma o subsídio de refeição de 9,60 euros (cerca de 200 euros mensais) — montante que vigora já desde outubro de 2023.

O novo salário de entrada, que representa uma subida de 5,9% face ao ano passado, aplica-se, desde janeiro, aos novos trabalhadores que entrem para as lojas e entrepostos para uma carga horária de 40 horas semanais.

“A partir de março deste mesmo ano, os aumentos irão abranger também os restantes colaboradores Lidl a nível nacional, perfazendo um investimento total de 8,3 milhões de euros. Este acréscimo de remuneração, iniciado em janeiro deste ano, traduz-se num aumento de até 10%”, refere a cadeia em comunicado.

O Lidl destaca ainda o seu “investimento regular em benefícios em prol do desenvolvimento e bem-estar das pessoas”, destacando medidas como “investimento permanente em formação a todos os colaboradores a nível nacional”, “três dias adicionais de férias anuais na ausência de faltas injustificadas”, oferta do dia de aniversário ou “um seguro de saúde de referência a todos os colaboradores, independentemente da sua carga horária ou contrato, com um valor de mercado anual de 785 euros”. Mas, quando questionado pelo ECO sobre o montante investido em 2025 neste tipo de política de benefícios não adiantou valores.

Também no setor do retalho, em dezembro foi anunciado que um aumento do salário de entrada no Ikea iria de 2,5%, para 1.025 euros brutos (valor a que acresce subsídio de oito euros) em 2025. Já na Decathlon o vencimento base subiu para 950 euros mensais (o equivalente a um acréscimo de 6%), valor que aumenta para 1.093 euros com o subsídio de refeição, para os trabalhadores efetivos.

Novas lojas previstas para 2025

Com mais de 280 lojas no país, este ano o retalhista alimentar tem planos para mais aberturas. “O ano de 2024 foi de forte expansão, com um ritmo e um progresso que iremos manter para este novo ano. Neste sentido, ainda em fevereiro, abriremos a nossa loja de Alcains, Castelo Branco e reabriremos mais duas lojas, Sintra – Cacém e Odivelas – Heróis do Chaimite, mais modernas, privilegiando a simplicidade e eficiência para proporcionar ao cliente uma experiência de compra rápida e confortável”, adianta fonte oficial da cadeia ao ECO.

“As novas contratações estarão em linha com as necessidades deste crescimento“, refere a mesma fonte, sem precisar números.

“O nosso nível de compromisso e investimento para com Portugal vai manter-se em 2025, procurando garantir uma maior proximidade com os portugueses”, diz ainda.

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O dia em direto nos mercados e na economia – 3 de fevereiro

  • ECO
  • 3 Fevereiro 2025

Ao longo desta segunda-feira, 3 de fevereiro, o ECO traz-lhe as principais notícias com impacto nos mercados e nas economias. Acompanhe aqui em direto.

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Todos os clubes da LaLiga voltam a aderir à campanha da Associação Espanhola Contra o Cancro

  • Servimedia
  • 3 Fevereiro 2025

Todos os clubes da LaLiga juntam-se à iniciativa da Associação Espanhola Contra o Cancro “Pulseiras da Esperança” para continuar a sensibilizar para a doença e aumentar a taxa de sobrevivência.

Neste sentido, durante as jornadas 22 da LaLiga EA Sports e 25 da LaLiga Hypermotion, que se disputam em vésperas do Dia Mundial do Cancro, serão realizadas diferentes ativações para “unir o poder de visibilidade e o alcance social da LaLiga com os objetivos da Associação Espanhola Contra o Cancro”, segundo um comunicado da associação espanhola de futebol profissional.

Antes dos jogos do dia em ambas as competições, “os jogadores dos clubes da LaLiga entrarão em campo com uma braçadeira verde semelhante à que é habitualmente utilizada em momentos de luto. A fita será também usada pela equipa técnica, pelos árbitros e pelos meios de comunicação social para maximizar a sua visibilidade”.

Segundo o comunicado, o objetivo da iniciativa “é simbolizar a esperança e a sobrevivência, positivando um dos símbolos que mais acompanha a doença”.

Tanto a LaLiga como os clubes vão divulgar a iniciativa nas suas redes sociais e nos seus estádios “com mensagens nos placares, no ‘U’ da televisão e com informações durante as transmissões”. A campanha, que se repete após o sucesso do ano passado, envolverá os 20 clubes da LaLiga EA Sports e os 22 clubes que compõem a LaLiga Hypermotion.

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A Escola de Enfermagem da FJD-UAM inaugura o seu Campus Pintor Rosales

  • Servimedia
  • 3 Fevereiro 2025

A instituição integra experiência e vanguarda para oferecer um ensino “de qualidade, personalizado, participativo e próximo”.

A Escola de Enfermagem da Fundación Jiménez Díaz, dependente da Universidade Autónoma de Madrid (FJD-UAM), inaugurou o seu novo Campus Pintor Rosales, situado em Moncloa, para onde foram transferidas em setembro as suas instalações, até agora situadas no Hospital Universitário da Fundación Jiménez Díaz, com o objetivo de “continuar a dar resposta à crescente procura atual de enfermeiros em Espanha e continuar a oferecer um ensino de qualidade, personalizado, participativo e próximo”, segundo a instituição.

Este novo campus, a poucos minutos da Fundación Jiménez Díaz, tem uma capacidade de formação de 140 alunos por curso, o que, somado aos 50 alunos por curso do Campus Villalba – inaugurado em 2020 no Hospital Universitário Geral de Villalba – permite à escola consolidar a sua posição na formação anual de cerca de 200 profissionais de saúde.

A instituição explicou que se trata de “uma estratégia que combina excelência académica, instalações de última geração que favorecem a aprendizagem integral, inovação tecnológica, um corpo docente do mais alto nível de profissionalismo e vocação, um compromisso real com a humanização dos cuidados e a proximidade com o hospital de Madrid – que permite que o extenso programa de estágios seja seguido no centro e que os profissionais de saúde continuem o seu trabalho de ensino – numa instituição que forma enfermeiros desde a sua criação pelo Professor Carlos Jiménez Díaz em 1962 e cujos alunos têm uma taxa de empregabilidade de cem por cento, bem como o aval da UAM”.

“O nosso compromisso não é apenas formar profissionais altamente qualificados sob um paradigma inovador e humano – ‘formar pessoas que cuidam de pessoas’, como diz o nosso lema – mas também preparar enfermeiros capazes de liderar a mudança na qualidade dos cuidados”, disse a Dra. Paloma Rodríguez, Diretora da Escola de Enfermagem da FJD-UAM, na inauguração oficial do novo campus.

MODELO EDUCATIVO

Para tal, indicaram que o modelo educativo da instituição se baseia na aplicação de metodologias de ensino inovadoras e na tecnologia como ferramenta de apoio à aprendizagem, e numa abordagem caracterizada pela integração dos avanços da Neurociência e do ensino teórico-prático sob uma “Escola de Valores”, reconhecendo que cada aluno tem um processo de aprendizagem diferente e concebendo metodologias diferentes para melhorar a sua experiência e promover a humanização através da formação de competências sociais.

Este modelo, continuam, está adaptado ao Espaço Europeu do Ensino Superior, integrando o ensino teórico e prático, as atividades académicas dirigidas e o trabalho pessoal do estudante. Promove a utilização de plataformas online, aulas interativas com tecnologia, gamificação, realidade virtual e impressão 3D, sendo pioneira no acompanhamento online das práticas clínicas com a plataforma digital exclusiva “GESDOC”, que facilita a comunicação entre alunos, tutores assistenciais e tutores da escola.

Neste contexto, a simulação clínica está no centro da metodologia, permitindo que os estudantes pratiquem e aperfeiçoem as suas competências num ambiente seguro e sem riscos para o doente. “Esta abordagem, combinada com empatia, comunicação eficaz e trabalho em equipa, garante cuidados de saúde mais humanos e centrados na segurança do doente”, acrescentou o Dr. Rodríguez, antes de agradecer o trabalho e o esforço de todas as pessoas e instituições envolvidas no processo de criação da escola.

“Hoje é um dia de festa, não só para a escola, mas para o futuro da enfermagem, cujos profissionais são cada vez mais necessários”, disse Ana Gloria Moreno, Diretora de Enfermagem da Fundação Jiménez. É nesta escola que se formam os futuros melhores enfermeiros”, disse, ‘mas não só pelas suas magníficas instalações e pelos seus tutores altamente qualificados, mas também pela formação em valores que lhes são transmitidos e que depois levarão para o hospital: compaixão, empatia, integridade profissional, segurança, tratamento do doente, que colocamos verdadeiramente no centro do nosso trabalho’.

Por sua vez, Santiago Palacios, Vice-Reitor de Estudos de Graduação da UAM, descreveu a abertura do novo campus como “um evento que marcará um marco muito importante para o futuro do hospital e da universidade”. “É um testemunho do nosso compromisso com a formação e a excelência académica com uma clara projeção para o futuro que, para além da transmissão de conhecimentos, vai mais além da transmissão de conhecimentos, aprofunda a vocação de serviço público e uma preocupação centrada nas pessoas com um propósito comum: continuar a formar os melhores enfermeiros, com os melhores professores e os meios mais avançados, dentro do ecossistema científico, académico e de investigação que é a UAM, para fornecer à sociedade os profissionais de saúde que ela exige e melhorar a sua saúde e bem-estar, o motor deste salto em frente que a nova escola representa”, salientou.

PROGRAMA ACADÉMICO

A Escola de Enfermagem da FJD-UAM oferece uma ampla gama de programas académicos, incluindo o Bacharelato em Enfermagem, que ao longo de quatro anos prepara os alunos para liderar no campo dos cuidados, combinando uma sólida base teórica, prática clínica de alta qualidade e a integração da tecnologia na sua aprendizagem.

Em 2024-2025, este grau teve uma nota de corte de 10,77 e 10,68 nos campus de Pintor Rosales e Villalba, respetivamente, com um total de 590 alunos inscritos entre as duas instalações – um número que aumentará progressivamente para 760 em 2027-2028 – e para os quais a escola garante cem por cento de empregabilidade, seja em ambientes hospitalares, Cuidados Primários e Comunitários ou no âmbito sócio-sanitário, com possibilidades de formação, docência e investigação e trabalho em organismos internacionais e ONG, graças a uma formação integral e transversal, a estágios na Fundación Jiménez Díaz, ao seu reconhecimento internacional e à formação em áreas emergentes e especializadas.

Os estudantes podem também continuar a sua formação e adquirir competências avançadas em áreas-chave da enfermagem com programas de pós-graduação como o Mestrado em cuidados avançados do doente em anestesia, reanimação e gestão da dor, ou a formação contínua em Simulação Clínica Avançada, debriefing e segurança do doente; cursos de especialização em acesso vascular guiado por ultra-sons ou em inovação na gestão e esterilização do bloco operatório; ou o Diploma de Especialização em simulação clínica.

FORMAÇÃO CLÍNICA AVANÇADA

Uma proposta de formação que, com 2.400 m2, dedica uma parte prioritária ao seu Centro Avançado de Simulação Clínica, um espaço que integra tecnologia avançada, design realista e metodologias inovadoras para garantir uma aprendizagem segura e eficaz, de acordo com os mais elevados padrões internacionais de qualidade. Mais concretamente, dispõe de nove salas de simulação (hospitalização, triagem, consulta, UCI, bloco operatório, neonatologia, ginecologia, maternidade, etc.), material e tecnologia avançados (pequenos procedimentos cirúrgicos, realidade virtual, simuladores de alta fidelidade, sistema SIMStation, etc.) e metodologia de simulação baseada em SimZones.

De acordo com a satisfação dos alunos, o novo campus não só está a corresponder às expectativas, como também as está a exceder, segundo Mónica Rodríguez, delegada do 2º C, e Jorge Iborra, delegado do 4º C, nos seus discursos em nome dos alunos da escola: “Sempre soube que a mudança para este novo campus seria o início de grandes sucessos, um lugar onde poderíamos continuar a cultivar a nossa formação como enfermeiros”, recordou Rodríguez, considerando-se ‘privilegiada, feliz e entusiasmada por poder treinar nestas instalações e pela mão de uma grande equipa de tão bons profissionais que já considero a minha família’. Por seu lado, Iborra destacou o equipamento tecnológico da escola e o seu programa de estágios, “que nos permite rodar por diferentes departamentos do hospital para descobrir a área em que cada um de nós se quer especializar”.

Por fim, o Dr. Javier Arcos, diretor da Fundación Jiménez Díaz, concluiu sublinhando “a importância do papel da Enfermagem, que ajuda as instituições de saúde a enfrentar com flexibilidade as mudanças que o sistema de saúde exige” e agradeceu “o esforço feito num contexto em que, apesar da enorme necessidade de aumentar o número de vagas, não é fácil criar mais para responder às necessidades do sistema de saúde”. Um projeto conjunto, em estreita ligação com os hospitais universitários Fundación Jiménez Díaz e General de Villalba, que permite aos nossos alunos desenvolver competências únicas num ambiente de alto desempenho e receber formação com os mais elevados padrões de qualidade técnica e humana”, afirmou.

“Aqui, os alunos adquirem conhecimentos, são formados em valores essenciais para transformar a qualidade dos cuidados e são preparados para enfrentar e liderar os desafios de um sistema de saúde em constante evolução, em qualquer contexto de saúde, nacional ou global”, acrescentou, acrescentando: ”Em suma, a Escola de Enfermagem da FJD-UAM é a escolha ideal para quem procura excelência académica, oportunidades profissionais únicas e uma formação que transcende a técnica para fazer a diferença na vida das pessoas. Aqui formamos não apenas enfermeiros, mas agentes de mudança na saúde global”.

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