Teamy. Nem todo o trabalho de equipa se faz dentro das quatro paredes do escritório

Lançada este ano, a Teamy permite reservar atividades de team building para empresas inteiras ou equipas dentro de empresas através de uma única plataforma. E quer crescer além de Lisboa.

Estudou no Algarve, mudou-se para Barcelona e viveu em Londres mas foi, a partir da observação e da experimentação de diferentes forma de trabalhar que Filipa Manita, 35 anos, percebeu que havia no mercado português uma oportunidade: tornar a vida mais fácil aos responsáveis que, dentro das empresas, são responsáveis pela motivação e bem-estar associado às atividades de team building. Voltou à origem e foi, a partir de Lisboa que, lançou, este ano, a Teamy, que permite reservar online atividades de equipa especialmente pensadas para dinamizar as relações de trabalho mas… fora do espaço de trabalho.

Em termos práticos, a Teamy é uma “plataforma de reserva para eventos de team building: tudo o que tenha a ver com atividades em equipa, retiros de liderança, gestão, desenvolvimento de produto ou outros encontros mais habituais como festas de Natal ou de verão”, explica a empreendedora à revista Pessoas.

“O que estamos a trazer é tecnologia para esta área que é um pouco conservadora em termos de reuniões, conferências, eventos. Queremos colocar tudo isso num marketplace que permita a qualquer pessoa – que, tradicionalmente, será o manager de recursos humanos ou outro que trabalhe estes temas dentro da empresa — a reserva fácil, o que vai permitir tratar de todo o processo e, com mais frequência.”, detalha a responsável.

A ideia surgiu também como resposta a um processo que, normalmente, demora tempo: reservar atividades de team building exige que algumas pessoas, dentro da organização, deixem de fazer, por momentos, o seu trabalho, para se dedicarem à tarefa. A ideia da Teamy e tornar esse processo mais simples e acessível permitindo, numa fase posterior de desenvolvimento da plataforma, reservar várias atividades – que podem passar por formação, dinâmicas de grupo, alimentação, desporto e transportes – a partir de uma única plataforma.

Filipa Manita, cofundadora da Teamy, regressou a Portugal depois de experiências internacionais em Londres e em Barcelona, para fundar a própria empresa.Hugo Amaral/ECO

“O que temos agora na plataforma permite, por exemplo, reservar um escape room e um jantar. Aquilo que queremos é chegar a um ponto em que as pessoas possam montar um evento, associar todas as atividades e reservar tudo a partir da plataforma. Ter uma espécie de organizador de evento que, numa lógica de drag and drop, vais arrastando os elementos para um programa que dure o tempo desejado. Dali saem as reservas para os parceiros”, assinala a fundadora da Teamy.

Por enquanto com atividades disponíveis apenas na zona da Lisboa, a Teamy oferece cerca de 70 programas que vão desde escape rooms a menus de grupos em restaurantes, passando por aulas de surf, retiros de liderança e alojamento nos arredores de Lisboa para reuniões ou formação. “Vamos escolhendo ofertas relativas à mesma atividade porque a lógica de ter uma plataforma destas é também conseguir comparar e escolher, essa é uma das nossas propostas de valor”, explica João Figueirinhas Costa, cofundador da Teamy. “Dá para ter diferentes opções para distintos objetivos e orçamentos”, acrescenta.

Os preços, dependendo das atividades e dos parceiros da Teamy, variam entre os 15 aos 200 euros por pessoa. “Temos algumas atividades, por exemplo uma festa na praia, em que tudo está incluído desde o transporte, o bar aberto, etc.. São as atividades para budgets maiores. Depois existem alguns escape room, atividades desportivas, para orçamentos mais curtos”, acrescenta Figueirinhas Costa.

Programas à medida de cada equipa

Ainda numa fase inicial de desenvolvimento, a Teamy tem procurado, por enquanto, listar e mapear atividades que já se encontram disponíveis no mercado. No entanto, nos planos da startup está a criação de programas à medida, com curadoria e objetivos específicos. A startup quer, em breve, criar ofertas destinadas a desafios e equipas específicas, com um programa à altura dos objetivos de cada cliente. “Vai chegar a altura em que vamos desenhar as nossas atividades e aí vamos querer diferenciar-nos a sério, para já estamos a arrumar o mercado com transparência e eficiência. A ideia é arrumar, ter uma experiência de reserva eficiente, perceber quem são os nossos fornecedores, perceber quem é o cliente tipo. No plano está desenhar coisas nossas e fazer com que a plataforma permita reservar programas de vários dias a partir do mesmo lugar”, explica Filipa Manita, fundadora da Teamy.

Além disso, a startup quer “distribuir as ofertas por temas dentro da plataforma: por exemplo, de acordo com os objetivos podem existir os ice breakers, os programas para desenvolvimento de produtos, etc.”, detalha Filipa.

Entre as preferências das empresas nacionais estão algumas das grandes tendências internacionais: os retiros de liderança ou produto (roadmaping) registam aumento de procura, assim como programas mais estratégicos como hackathons, depois dos quais os participantes conseguem retirar um “output”.

“Há outra diferença que se nota: há quem queira apenas fazer um offsite — passar tempo de equipa sem estar na empresa – mas há quem trabalhe fora do escritório com um objetivo mais concreto, no sentido de envolvimento de equipa para o atingir”, conta João Figueirinhas Costa.

Comentários ({{ total }})

Teamy. Nem todo o trabalho de equipa se faz dentro das quatro paredes do escritório

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião