Talkdesk tem nova casa no Porto. E da porta vê-se o mundo todo

Dois pisos, espaço para 250 trabalhadores e um jardim. Esta é a trilogia que faz do terceiro escritório da Talkdesk no Porto um polo de atração de talento na cidade. E no país.

É o primeiro edifício 100% Talkdesk no Porto. As janelas do novo escritório da startup que desenvolve soluções de software baseado na cloud para call centers têm vista para o jardim mas são raras as vezes em que os programadores tiram os olhos dos ecrãs. A empresa fundada por Tiago Paiva e Cristina Fonseca voltou a crescer e ampliou pela terceira vez a área do escritório no Porto. O novo espaço, recém-inaugurado, mantém algumas das características dos anteriores mas responde a novas necessidades de crescimento, escala e comunicação entre equipas.

É que na nova casa portuense do unicórnioestatuto que compreende uma avaliação de 1.000 milhões de dólares e obtido pela Talkdesk em outubro do ano passado – até as “paredes” são transparentes. “O espaço é todo em open space e as salas de reuniões são envidraçadas para dar essa ideia de transparência e para garantir que vemos e entendemos o que se passa à nossa volta”, explica Francisca Matos, que gere equipas de recrutamento e talent marketing na Talkdesk. Da porta da entrada vê-se o mundo todo (o escritório inteiro, entenda-se).

Com dois mil metros quadrados de espaço e capacidade para 250 pessoas, no local trabalham, por enquanto, uma equipa de 90. As salas de reuniões com nomes de zonas marcantes do Porto – Bolhão, Clérigos e Serralves estão lá, entre outras – são adaptadas às diferentes necessidades das equipas. Por isso têm diferentes tamanhos e valências, e desenhos feitos pelos trabalhadores que as identificam nas suas especificidades. “Temos espaços para reunir em equipas maiores, mais pequenas. Mas também lugar para momentos mais de trabalho individual e maior foco. E depois, à semelhança do espaço de Lisboa, uma área mais ampla que permite grandes reuniões da empresa, em que o objetivo é estarmos todos juntos”, esclarece Daniela Barros, no Porto desde o início e que, desde fevereiro é responsável pelas carreiras e desempenho dos trabalhadores da empresa, explica melhor.

Novo escritório da Talkdesk no Porto.Talkdesk

Todas as sete salas são “reserváveis”, menos uma que está reservada para outra coisa: aproveitar. “Na enjoy the ride, em vez das mesas e das cadeiras há elementos mais criativos e informais como bolas de pilates, puffs e quadros para fazer desenhos”, explica Daniela.

Já no open space, a ideia foi outra e respeita um dos valores da empresa: as equipas juntam-se por ilhas que, por sua vez, constituem clusters. “Como trabalhamos muitas vezes com colaboração entre equipas, não haver aquela sensação de ‘encaixotamento’ no espaço facilita. Aqui, todos podem encontrar-se”, acrescenta Francisca.

Além das valências normais, o escritório do Porto da Talkdesk integra ainda um centro de excelência e suporte de apoio aos clientes 24 horas por dia, sete dias por semana. Isto depois de a Talkdesk ter inaugurado, em março deste ano, o TDX, o primeiro laboratório de inovação instalado no Instituto Pedro Nunes, incubadora da universidade de Coimbra e, simultaneamente, o escritório de Coimbra, focado em desenvolver novas soluções e produtos para a empresa. “A inovação é um dos pilares estratégicas da Talkdesk, pois é o que nos permite crescer e liderar o nosso setor. Decidimos, por isso, lançar o TDX em Coimbra, focado nas áreas de inteligência aplicadas à área de contact center“, explicava Marco Costa, diretor-geral da Talkdesk para a Europa, Médio Oriente e África, a propósito da abertura do escritório em Coimbra.

Talvez por isso a primeira reação quando as pessoas entram seja de “uau”, explica Daniela. “O espaço amplo e o facto de conseguires ver todas as pessoas assim que entras permite detetar os clusters e ver a interação entre as equipas. Esse primeiro impacto é importante”, conclui.

Mudança como constante

Fundada pelos engenheiros Cristina Fonseca e Tiago Paiva em 2011, a Talkdesk. No Porto, a empresa está presente desde 2017 e, nos dois últimos anos, construiu uma equipa com 90 trabalhadores. Tal como acontece em muitas empresas com estas características, a mudança é uma constante: as equipas esticam rapidamente, multiplicando o espaço e as necessidades de comunicação e interação, não apenas no mesmo espaço físico como em diferentes estruturas que têm como um dos objetivos primordiais conservar a cultura da startup. Por isso, é importante que o espaço seja tão transformável quanto necessário.

Em busca de talento, Talkdesk lança programa para recrutar

A Talkdesk lançou a segunda edição do programa Tech Dojo, criado com o objetivo de recrutar recém-graduados. Os participantes têm a possibilidade de trabalhar diariamente com os engenheiros seniores da empresa e de complementar o conhecimento que adquiriram na universidade com o know-how tecnológico e os métodos agile do unicórnio português.

“O Tech Dojo vai buscar talento diretamente às faculdades, dando aos jovens a oportunidade de integrar o projeto verdadeiramente global que é a Talkdesk. A ideia é proporcionar-lhes uma experiência de aprendizagem rápida e de exposição a diversas realidades técnicas dentro da empresa, com a expectativa de que venham depois a desenvolver as suas carreiras connosco”, explica Francisca Matos, diretora de talento da Talkdesk.

O Tech Dojo dirige-se a recém-licenciados e mestres nas áreas de engenharia informática, programação e data science, que vão aprofundar as competências em domínios como desenvolvimento de software, site reliability engineering, quality assurance, segurança e data. Para esta edição de 2019, a Talkdesk tem 50 vagas disponíveis, distribuídas pelos os escritórios de Lisboa, do Porto e de Coimbra.

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