“Todos os produtos que vendermos serão feitos de materiais reciclados ou renováveis até 2030”, diz responsável digital da Ikea

O Ikea vai ser "muito mais digital" no futuro, desde apps de realidade aumentada a aluguer de mobílias. Mas também vai ser inovador e vender produtos 100% reciclados ou renováveis.

A Ikea está focada em digitalizar e em inovar. Em conversa com o ECO, a Chief Digital Officer (CDO) da cadeia sueca antecipou algumas das novidades que vão chegar no futuro, entre elas o aluguer de mobília. Mas a principal inovação do Ikea vai passar pela forma de produzir esse material: até 2030 o objetivo é que todos os produtos vendidos sejam renováveis ou reciclados.

Sem adiantar muito mais pormenores, Barbara Martin Coppola contou ao ECO que, dentro de três anos, a Ikea espera começar a alugar móveis em território nacional. “É um grande compromisso”, disse, durante o Web Summit. A ideia já está a ser testada na Holanda e, em breve, os próximos testes vão acontecer em França. “A Suécia está para breve e outros países, incluindo Portugal, também a vão ter”.

Este é um modelo de negócio que interessa a vários tipos de pessoas, desde estudantes, a casais que acabaram de ser pais e até mesmo a empresas. “Isto acaba por ser uma facilidade fantástica para as pessoas, porque as necessidades mudam ao longo da vida”, explicou a responsável digital, afirmando que o investimento não é considerável, “mas os lucros obtidos serão realmente bons”.

Barbara Martin Coppola, Chief Digital Officer da IKEA, em entrevista ao ECO - 05NOV19
Barbara Martin Coppola, Chief Digital Officer da IKEAHugo Amaral/ECO

Este novo modelo de negócio vai permitir à Ikea vai alcançar um dos objetivos que tem definidos: “Temos o compromisso de que todos os produtos que vendermos serão feitos de materiais reciclados ou renováveis até 2030. Podemos fazer produtos sem usar mais materiais do que aqueles que precisamos”, afirmou Barbara Martin Coppola.

“Vamos ter uma Ikea muito digital”

No futuro, a Ikea vai trazer “novidades incríveis de sustentabilidade” e será “muito digital”, disse a CDO. Haverá muita inovação, novos modelos de negócio, novas combinações de lojas físicas com online. Porque “esta é a maneira mais eficiente de gerir a eficiência de uma empresa”.

Em Portugal, esta aposta vai sentir-se. “É um mercado que tem estado a correr muito bem para a Ikea e, digitalmente, ainda temos muita evolução para fazer”, disse, referindo ainda que “é um caminho que está a ser feito de forma progressiva”.

Outras das novidades que os portugueses verão da parte do grupo sueco é uma aplicação que permitirá ver como um móvel encaixa em determinada divisão. “A realidade aumentada está a chegar para sermos capazes de ver como um sofá vai encaixar na sala de estar, por exemplo. E isto apenas com o telemóvel, nada mais”.

Para Barbara Martin Coppola, “já há muita inovação a acontecer e a aparecer em diferentes países”, alguma dela em Portugal. “Mas o mais bonito é que, a nível mundial, podemos trazer toda essa inovação para o mundo. E cada país pode decidir se isso é, ou não, adaptável ao seu próprio mercado”, disse, acrescentando que “é engraçado ver como o digital traz valor acrescentado ao consumidor, através desta inovação”.

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