Caos no Governopremium
Além da cacofonia política, há uma pergunta que terá ainda de ser esclarecida. Trata-se de saber qual é a margem orçamental disponível para acomodar a previsível perda
O que é que se passa no seio do Governo? É que a avaliar pela última semana, a desarticulação é total. Num dia, temos o ministro da Economia, Costa Silva, a defender a redução transversal do IRC. Noutro, temos o ministro das Finanças a escudar-se no programa do PS e numa redução selectiva do IRC. Pelo meio, surge o antigo ministro da Economia, também a discordar de Costa Silva, preferindo o reforço das deduções fiscais para lucros reinvestidos. Já o primeiro-ministro, desapareceu de cena, remetendo-se ao silêncio táctico. Mas entre tantas e tão diversas opiniões há uma coisa que parece inegável: a tributação sobre as empresas vai baixar, o que num governo PS não deixa de constituir um facto político assinalável. Ao fim ao cabo, trata-se da boa notícia, depois de um pacote de apoio às empresas, ao qual se chamou “Energia para avançar” (!), que pouca energia gerou da parte de empresários e associações patronais.
Não é novidade que Portugal tem um sistema fiscal muitíssimo complexo. Trata-se de uma crítica recorrentemente feita por diferentes organismos internacionais que acompanham a economia portuguesa e que a comparam com as…
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