A discriminação de género tem muitas formas. E uma sociedade que não protege as futuras famílias, garante de sustentabilidade da sua economia como um todo, é irresponsável e pouco inteligente.
Três quilos de gente: o peso de um recém-nascido podia resumir-se à média medida em gramas. Só que não. Para quem se pergunta, uma e outra vez, por que temos de continuar a falar sobre desigualdade(s) do género, aqui está mais um argumento. De acordo com os dados da Comissão de Igualdade no Trabalho e no Emprego avançados pelo
Diário de Notícias, em 2020 a entidade recebeu 2107 comunicações de não renovação de contratos a prazo com trabalhadoras grávidas, no período imediatamente após o parto ou durante a amamentação, bem como com trabalhadores em licença parental. Este é, segundo o jornal, um novo máximo registado neste indicador. Isto quer dizer que, durante o ano de 2020, pelo menos 2107 mulheres foram dispensadas pelas empresas em que trabalhavam, pura e simplesmente porque decidiram
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