Os combustíveis e a função sinalizadora dos preçospremium
Já foram anunciadas algumas medidas de desagravamento fiscal e outros subsídios. São já muitos apoios, mas serão relevantes, eficazes e eficientes? Qual é afinal a estratégia do Governo?
A inflação que se vai sentindo nos bens alimentares e energéticos começa a fazer mossa. Os tempos que se avizinham serão duros, avisa o Presidente da República. São necessários apoios públicos, pede o Presidente, sendo que o Governo lá vai respondendo ao clamor generalizado, mas ainda de forma desgarrada. Até ao momento, foram anunciadas algumas medidas de desagravamento fiscal, designadamente a suspensão do aumento da taxa de carbono até Junho de 2022 e a neutralização do aumento do IVA sobre os combustíveis por contrapartida da redução temporária do ISP, às quais se junta ainda o Autovoucher, um subsídio para o sector do táxi e afins, uma linha de crédito para sectores mais afectados pela subida dos preços dos combustíveis, a redução da tarifa de acesso às redes de energia para a indústria e, por fim, o novo apoio social para 1,4 milhões de pessoas. São já muitos apoios, mas serão relevantes, eficazes e eficientes? Qual é afinal a estratégia do Governo?
É sabido que o impacto da inflação atinge desproporcionadamente os mais pobres, sobre os quais a inflação actua como se de um imposto regressivo se tratasse. Neste contexto, a medida de apoio…
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