Para onde foram os trabalhadores?premium
Quer as empresas quer os trabalhadores vão ter de se fazer à vida. As empresas porque os salários vão aumentar, os trabalhadores porque vão ter de investir em novas competências.
“Where did all the workers go?” perguntava há dias o Financial Times, apontando os diferentes exemplos dos mercados de trabalho na América e na Europa. Enquanto na América a taxa de participação diminuiu na sequência da pandemia, na Europa a participação aumentou ainda que a par de persistentes queixas quanto à falta de trabalhadores disponíveis. Na América há hoje menos 4 milhões de trabalhadores activos do que antes da pandemia. Há quem fale na “Grande Demissão” (“The Great Resignation”), em referência aos que decidiram voluntariamente abandonar o mercado de trabalho. O fenómeno estará concentrado nos quadros médios-altos com algum nível de senioridade. Na Europa, de um modo geral, tem sucedido tendencialmente o contrário: há agora tantos ou mais trabalhadores activos do que antes da pandemia.
Portugal está em linha com o padrão europeu: em Outubro, a taxa de participação no mercado laboral – a relação entre a população activa e a população em idade activa – estava…
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