Nesta empresa há uma escape room. Escapa, se puderespremium

No novo escritório da Mercer e da Marsh, em Arroios, Lisboa, montou-se a primeira escape room corporativa em Portugal, uma maneira de conhecer melhor as equipas… enquanto se joga.

No corredor ou numa sala de reunião, Hugo dá as boas-vindas aos participantes. Para todos, é a primeira vez que se metem na pequena divisão decorada com retratos de famosos CEO’s mundiais como Steve Jobs, um armário fechado, uma cadeira e uma mesa onde estão alinhadas as peças de um jogo de xadrez.

“A primeira pista é este telemóvel bloqueado, a única forma de comunicarem com o exterior”, explica Hugo Barreto, marketing and communication manager da Mercer e um dos que trabalha de perto com as equipas que já participaram na escape room da empresa, a primeira do tipo corporativo em Portugal.

Apesar de parecer que naquela sala não se trabalha, as imagens e as vozes analisadas no debriefing ajudam a conhecer melhor, tanto cada um dos elementos da equipa como a equipa como um todo. “Há uns tempos, para analisar a performance de uma equipa, tínhamos de ter aqui um consultor presente a observar, o que também acaba por limitar a visão. Aqui, isto é o dia-a-dia: num registo descontraído, as pessoas estão a ser observadas mas completamente tranquilos. Em debrief conseguimos fazer metáforas, e mostrar com imagens”, assinala.

Na dinâmica que acontece dentro das três salas de onde os participantes — equipas com entre três e sete elementos – têm de sair numa hora, são analisadas características como capacidade de liderança, processos de decisão e trabalho em equipa. “Conseguimos obter dados muito relevantes para serem trabalhados depois, que são registados através de câmaras, de som e de enigmas que devem ser resolvidos. Conseguimos obter a informação de que precisamos para trabalhar pontos com as equipas”, esclarece o responsável de marketing e comunicação. “E nenhum jogo é igual ao outro”, acrescenta.

Escape Room Mercer Portugal
As equipas têm 60 minutos para sair da sala, depois de resolverem os enigmas.Hugo Amaral/ECO

Mas a ideia de criar uma escape room no escritório, no mesmo piso em que se encontram as salas de reuniões, o departamento de apoio informático, a área de recursos humanos ou a fun room — todos no rés-do-chão do novo escritório das empresas Mercer, Marsh e Guy Carpenter, em Arroios, Lisboa -, foi também de abrir a empresa ao exterior. “O nosso grande objetivo foi procurar oferecer algo às empresas onde, num curto espaço de tempo, seja possível fazer uma dinâmica e extrair dali alguns dados sem termos ninguém na própria sala”, justifica Hugo Barreto.

Conseguimos obter dados muito relevantes para serem trabalhados depois, que são registados através de câmaras, de som e de enigmas que devem ser resolvidos.

Hugo Barreto

Mercer

Assim, além das três empresas, num total de mais de 500 trabalhadores, este escape room está aberto ao exterior, para empresas que queiram trabalhar comunicação, liderança, agilidade mental, resiliência e gestão de equipa.

Cada jogo tem áreas de intervenção diferentes, consoante o objetivo de cada equipa, e que pode passar por exercícios de diversão em equipa, desenvolvimento de competências de forma imersiva, testes de gestão de tempo e rotação de equipas ou mapeamento de talento.

Podemos fazer simplesmente um recrutamento onde vamos, através de algumas pistas, perceber qual é a pessoa ou as skills mais salientes, mas também podemos trabalhar a liderança: perceber dentro de uma equipa que algumas devem ser trabalhadas, saber quem é a pessoa que precisa de trabalhar por exemplo competências de comunicação, liderança”, assinala.

No entanto, Hugo sublinha que, no final do dia, existe um modo “fun”, que “permite a uma equipa passar tempo com as pessoas, num ambiente mais descontraído. Nunca é 100% fun porque acabam sempre por ter de comunicar umas com as outras para resolver os enigmas, e há sempre ilações que podemos tirar”, assegura.

"Quando entramos numa sala e temos um determinado tempo para atribuir um conjunto de tarefas, é algo que cola perfeitamente com o dia-a-dia das organizações.”

Hugo Barreto

Mercer

“Estamos num espaço onde temos muitos mais colaboradores e, além de gerar curiosidade, ter um dentro da empresa é sempre mais interessante. Temos tido muito interesse por parte de equipas internas, o feedback tem sido muito positivo pois nunca estão à espera do que se vai passar ali dentro, do conjunto de ações que têm de fazer para conseguirem sair desta sala, e depois, um facto que potencia muito a vida real: quando entramos numa sala e temos um determinado tempo para atribuir um conjunto de tarefas, é algo que cola perfeitamente com o dia-a-dia das organizações”, assinala.

Escape Room Mercer Portugal
Hugo Barreto lidera a equipa de comunicação e marketing da Mercer.Hugo Amaral/ECO

O preço de cada sessão de escape room varia consoante os objetivos e as equipas: a título de exemplo, uma sessão para sete pessoas, incluindo um formador/consultor e o game master com o briefing, o debriefing e o momento de escape room tem o valor de 950 euros.

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