Corticeira Amorim em máximos de sempre, mas Lisboa fecha a cair

Lisboa acompanhou perdas na Europa mas houve uma cotada a brilhar na bolsa nacional: as ações da Corticeira Amorim avançaram mais de 4% para o valor mais elevado de sempre.

Foi o melhor desempenho na bolsa lisboeta. As ações da Corticeira Amorim fecharam a subir mais de 4% até aos 9,49 euros, o valor mais elevado de sempre, depois de a casa de investimento Haitong ter colocado, na semana passada, a produtora de cortiça na lista de preferidas para o próximo trimestre.

Segundo os analistas do ex-BESI, a cotada liderada por António Rios de Amorim “está a desfrutar de um forte momento, impulsionada pelo aumento da sua quota, o crescimento da produção de vinho e o regresso da cortiça à preferência no que respeita às rolhas para o vinho“, razão pela qual está entre as suas favoritas para os próximos três meses.

Evolução das ações da Corticeira nos últimos três dias

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Fonte: Bloomberg (valores em euros)

Ainda assim, apesar desta valorização acentuada, o PSI-20 fechou a cair. O principal índice português perdeu 0,49% até aos 4.599, 62 pontos, acompanhando o sentimento negativo na Europa. A pressionar o benchmark português estiveram sobretudo os pesos-pesados Galp e Jerónimo Martins, cujas perdas foram superiores a 1,5%.

Também os CTT caíram mais de 2%, num “movimento que poderá em parte ser justificado pela realização de mais-valias após os ganhos registados na semana passada, fruto da descida das yields das OT a 10 anos”, explicaram os analistas do BPI no Comentário de Fecho.

Na Europa, as quedas de Madrid a Frankfurt situaram entre 0,5% e 1%, com a exceção a vir de Itália. O MIB de Milão valorizou 0,22% com o setor financeiro em destaque.

“Os bancos italianos foram impulsionados por notícias sobre movimentos de consolidação. O Unicredit confirmou que está em conversações para vender a sua participação no Bank Pekao, enquanto que os acionistas aprovaram os planos para a fusão entre a Banco Popolare e Banca Popolare di Milano”, justificaram os analistas do BPI.

(notícia atualizada às 17h05)

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