Apple domina mercado dos smartphones

  • Juliana Nogueira Santos
  • 7 Novembro 2016

A fabricante do iPhone não é a que mais smartphones vende, mas é a que obtém maiores resultados com este negócio. Porquê?

A Apple não é a fabricante que vende mais smartphones, mas é a que consegue obter mais lucros neste mercado. Sozinha, arrecadou mais de 100% dos resultados operacionais do segmento. Como é possível? Quase todas as concorrentes perderam dinheiro durante o terceiro trimestre.

Embora tenha ficado aquém dos resultados esperados pelos analistas para o terceiro trimestre do ano, a Apple está a arrasar no negócio dos smartphones. Obteve 103,6% dos resultados operacionais. A Samsung foi a única concorrente a conseguir um resultado positivo, com 0,9% dos resultados de todo o segmento, diz a BMO Capital Markets. Isto só é possível porque as restantes, incluindo a LG e a HTC, tiveram perdas avultadas.

A dimensão do valor torna-se ainda mais impressionante quando se analisam as quotas de mercado: 13,2% dos aparelhos vendidos no terceiro trimestre foram da Apple, mas foi a Samsung que vendeu mais, com uma quota de 21,7%. Em terceiro lugar ficou a Huawei com 9,7%.

O caso dos S7 Note incendiários foi decisivo para estes resultados da Apple, que obteve 60% das receitas do trimestre através da venda de iPhones. A LG declarou perdas na ordem dos 381 milhões de dólares à custa da decrescente popularidade do seu G5, enquanto as receitas da tailandesa HTC desceram 44% em relação ao mesmo período do ano passado.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Apple domina mercado dos smartphones

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião