Dívida da Grécia em risco? Merkel mantém apoio a Tsipras

Merkel deu o sinal de apoio que Tsipras precisava, mas sem compromissos. A discussão continuará no Mecanismo Europeu de Estabilidade, mas principalmente no Eurogrupo com os restantes Estados-membros.

Entre a dívida grega e a crise dos refugiados, Angela Merkel mantém o apoio ao Governo do Syriza. Alexis Tsipras reuniu com a chanceler alemã em Berlim após o Conselho Europeu desta quinta-feira, um evento marcado pela vontade do Mecanismo Europeu de Estabilidade de suspender o alívio da dívida grega uma vez que não existe consenso no Eurogrupo.

Discussion between Angela Merkel, German Federal Chancellor, and Alexis Tsipras, Greek Prime Minister (in the foreground, from right to left)
Angela Merkel e Alexis Tsipras,© European Union , 2015 / EC - Audiovisual Service

O que fez a Grécia? Fez passar no Parlamento leis que restabelecem o 13.º mês para os pensionistas mais pobres e, além disso, o adiamento da subida do IVA nas ilhas que têm recebido milhares de refugiados. O que fez a Alemanha? Reagiu mal, mas parece que esta sexta-feira os ânimos já acalmaram: segundo a Bloomberg, Merkel afirmou hoje aos jornalistas, à margem do encontro com Alexis Tsipras, que a Grécia “está a passar por uma fase que não é fácil”, declarando a continuação do seu apoio.

Este não é o espaço onde as decisões vão ser feitas“, sentenciou a chanceler. O primeiro-ministro grego defendeu que o país que governa não pode cair outra vez na incerteza. Tsipras pediu “decisões corajosas” por parte de todos os seus parceiros para demonstrar aos investidores que a Grécia deixou a crise para trás. Merkel não comentou especificamente os gastos do Governo com os pensionistas, mas sinalizou que o assunto vai ser discutido, apesar de manter a discussão no Eurogrupo.

O assunto está em boas mãos com as instituições [europeias] e o Eurogrupo. Mas garanto que a declaração do primeiro-ministro grego sobre a situação será certamente tida em conta na discussão”, afirmou Angela Merkel aos jornalistas: “A nossa discussão não tem sido sempre fácil, mas temos sempre sido honestos e sinceros“.

Em causa está um apoio mais explícito em matéria de migração do que política orçamental, mas a chanceler alemã não parece estar inclinada a criar uma crise de dívida e política na Grécia, com a possibilidade de eleições em breve. Merkel demonstrou todo o apoio ao país para proteger as fronteiras tendo em conta a crise dos refugiados.

Editado por Paulo Moutinho

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dívida da Grécia em risco? Merkel mantém apoio a Tsipras

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião