Marcelo: “Era favorável a uma presença espanhola forte na banca. É o que acontece”

O Presidente da República não está preocupado com uma eventual 'espanholização' da banca e até vê com bons olhos uma "presença espanhola forte" nos bancos nacionais.

O Presidente da República está satisfeito com a OPA do CaixaBank ao BPI. Em Madrid, à entrada de um jantar organizado pela Câmara de Comércio Hispano Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “a presença espanhola num banco português” é “um passo importante no reforço das relações financeiras entre Portugal e Espanha”. “Isso foi muito bom”, reiterou.

Questionado pelos jornalistas sobre se ainda receia a chamada espanholização da banca portuguesa, o Presidente clarificou que a “preocupação” era que “houvesse em Portugal um monopólio espanhol ou de qualquer outro país”: “Era favorável a uma presença espanhola forte na banca portuguesa. É o que acontece, com diversificação, uma vez que há um forte banco público e há outros bancos privados”, disse.

“Temos um fortíssimo banco público português. Isso foi possível garantir. E depois temos, num tempo de globalização, presença de vários países. Temos o caso espanhol, temos o caso angolano, temos o caso chinês, temos capitais americanos, presentes na banca portuguesa”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

Por fim, sobre a polémica das mensagens de António Domingues, ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) ao ministro das Finanças Mário Centeno, o Presidente da República preferiu não acrescentar mais nada ao que já tinha dito anteriormente. “Para mim sempre foi uma evidência aquilo que tive ocasião de dizer. Não tenho nada a acrescentar, sobretudo em território que não é português. O que eu disse está dito. Disse em Portugal, aqui em Espanha não vou comentar”, concluiu.

O ECO viajou para Espanha a convite da COTEC Portugal.

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