Revista de imprensa internacional

A história de um negócio falhado, outro que pode bem acontecer, uma política de imigração apertada, um roubo milionário e... cozinhas que explodem. É a revista de imprensa desta quarta-feira.

Nesta revista de imprensa, destacamos cinco notícias que estão a marcar a atualidade nos Estados Unidos, na Suíça e em Espanha. Há um negócio multimilionário que não chegou a ir para a frente, outro que não existe mas pode vir a existir, um roubo de 100 milhões, a nova política de imigração de Donald Trump e 5.600 cozinhas espanholas que correm risco de explosão.

Expansión

Berenberg prevê o futuro do Banco Popular: ser comprado pelo Santander

Numa nota enviada aos investidores, o alemão Berenberg Bank vê como cada vez mais difícil a manutenção da independência do Banco Popular. Com Emilio Saracho na presidência, o desafio passa por limpar as imparidades, balancear as contas e voltar a ganhar a confiança dos clientes. No entanto, o Berenberg estima que, para isso, seja necessário um aumento de capital na ordem dos 3.000 milhões de euros. É uma operação que parece inviável aos olhos do Berenberg, ainda mais considerando os 2.500 milhões de euros injetados no Popular em 2016, escreve o económico espanhol Expansión. A compra do Popular pelo Santander seria uma boa alternativa, defendem os analistas do banco alemão. [Acesso gratuito / Conteúdo em espanhol]

Market Watch

Empresa suíça ABB vítima de roubo milionário

E se, de repente, as contas de uma empresa levassem um rombo de 100 milhões de dólares? Pois é: foi o que aconteceu com a empresa suíça de engenharia ABB, que anunciou esta madrugada que descobriu “um esquema sofisticado” que resultou no roubo de 100 milhões de dólares da empresa. Em causa, uma subsidiária sul-coreana, cujo tesoureiro, com cúmplices, terá conseguido desviar a soma para parte ainda incerta. A informação foi divulgada em comunicado e não aponta nomes — apenas que o suspeito desapareceu a 7 de fevereiro e que o alegado crime terá vindo à tona dois dias depois. A polícia local e a Interpol já estão a investigar o caso, indica esta manhã a Market Watch. [Acesso gratuito / Conteúdo em inglês]

Financial Times

A história de uma venda multimilionária que… falhou

Foi uma notícia que marcou o fim de semana. Depois de a Unilever rejeitar uma proposta de aquisição no valor de 130 mil milhões de libras (cerca de 130,7 mil milhões de euros) a proponente — o grupo alimentar Kraft Heinz, detido por Warren Buffet e pela brasileira 3G Capital — anunciou, num comunicado conjunto, que iria esquecer o assunto de vez. Morria assim aquele que bem poderia ser um dos maiores (senão o maior) negócio do ano. O que fica? A história das negociações e das conversas nos bastidores, que põe a desnudo como uma série de erros e interpretações mal feitas (achar que uma reunião desastrosa tinha corrido bem é só um exemplo) levou à queda das negociações. É contada e publicada esta quarta-feira no Financial Times e… quase podia dar um filme. [Acesso condicionado / Conteúdo em inglês]

The New York Times

Trump aperta ainda mais o cerco aos imigrantes ilegais

Se há coisa que Donald Trump abomina para além da comunicação social, será certamente a imigração ilegal. Depois de ver cair por terra nos tribunais o plano para bloquear a entrada de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana, o presidente dos Estados Unidos da América foca-se agora em quem já está no país. Já são conhecidas as novas regras para apertar o controlo e fiscalização de cidadãos estrangeiros que estejam no país sem documentos e, entre as medidas, está o retirar de certos direitos de privacidade a estas pessoas, a divulgação de crimes cometidos por imigrantes ilegais, aumentar o efetivo para executar detenções, abrir novos centros de detenção e acelerar as deportações, refere o The New York Times. [Acesso gratuito / Conteúdo em inglês]

El Español

Depois dos telemóveis, os carros. E as cozinhas

Nos últimos meses, foram notícia casos de telemóveis e de carros que tiveram de ser reparados, recolhidos ou trocados, por risco de explosão. Falamos, claro, do Note 7 da Samsung e, mais recentemente, de veículos da Maserati e até da Lamborghini. Agora, há mais um elemento a juntar-se à lista: as cozinhas. Mais propriamente 5.600 equipamentos mobiliários do grupo BSH, fabricados na Turquia e vendidos e instalados em habitações em Espanha. O grupo, que junta marcas como a Balay, a Siemens e a Bosch, alertou para o risco de explosão devido a um defeito numa peça e está a enviar técnicos às casas afetadas para substituir o componente. A notícia está a ser avançada pelo El Español. [Acesso gratuito / Conteúdo em espanhol]

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