Lisboa cede pela quinta sessão em dia de Draghi

Dia começou sem grandes oscilações de relevo nas bolsas europeias. Em Lisboa, a tendência é de baixa nos primeiros minutos. Tudo à espera da reunião do Banco Central Europeu ao início da tarde.

Lisboa apresenta-se novamente em baixa pela quinta sessão consecutiva, pressionada sobretudo pelas ações da Galp e da Jerónimo Martins, num dia em que os investidores na Europa vão centrar atenções na reunião do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE).

O PSI-20, o principal índice português, perde 0,21% para 4.620,31 pontos, naquela que é a quinta sessão de quedas consecutiva, igualando o ciclo mais longo de quedas desde janeiro. São oito as cotadas que seguem abaixo da linha de água no arranque da sessão lisboeta, com nota para as baixas da Galp (-0,83%) e Jerónimo Martins (-1,04%).

Em destaque durante a sessão vão estar ainda os CTT. As ações avançavam ligeiros 0,11% para os cinco euros. A cotada liderada por Francisco Lacerda apresenta esta quinta-feira contas ao mercado. Os analistas sondados pela Bloomberg apontam para lucros na ordem dos 68 milhões de euros em 2016, uma queda de 5% face ao ano de 2015. Segundo os analistas do CaixaBI, os resultados que os CTT têm para apresentar devem ser “negativos, embora o mercado já tenha antecipado esta realidade após o profit warning que os CTT apresentaram em janeiro”.

Também as ações da Sonae valorizavam 0,97% depois do anúncio de fusão da sua SportZone com duas retalhistas inglesas que vai criar o segundo maior player da Península Ibérica.

Para os analistas do Haitong, o acordo é “muito positivo” para a Sonae. Além de potenciar os lucros da retalhista, a Sonae troca um negócio com uma avaliação negativa por 30% numa operação que poderá valer 450 milhões de euros”, mostrando que a administração da cotada portuguesa está “disposta a adotar ações mais decisivas para dar a volta aos resultados do negócio não-alimentar”.

Sonae avança com fusão da SportZone

Isto acontece num dia de particular interesse para os investidores europeus do ponto de vista da política monetária do BCE. Há reunião do Conselho de Governadores para decidir a evolução da taxa de juros — uma decisão que será revelada ao início da tarde e que não deverá trazer novidades –, seguindo-se uma conferência de Mario Draghi com os jornalistas.

“Fim dos estímulos?”, questionam os analistas do Commerzbank numa nota enviada aos seus clientes. “O entusiasmo está garantido na reunião de hoje do BCE com o mercado a especular sobre uma subida antecipada dos juros”, referiram.

Neste cenário, o índice de Madrid, o IBEX-35, era dos poucos que valorizava esta manhã, avançando 0,2%. Mas as perdas nas restantes principais praças europeias não eram muito intensas, com o DAX-30 alemão a ceder 0,18% e o CAC-40 francês a cair 0,26%.

(Notícia atualizada às 8h31)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Lisboa cede pela quinta sessão em dia de Draghi

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião