BdP: 25 milhões de euros em assessoria com Banif e Novo Banco

  • ECO
  • 31 Março 2017

O Banco de Portugal (BdP) gastou em três anos cerca de 25 milhões de euros em assessoria com as resoluções do Novo Banco e Banif. Antigo BES foi o mais caro e os gastos acentuaram-se no ano passado.

Entre agosto de 2014 e final de 2016, a venda do Novo Banco e do Banif pesaram 25 milhões de euros nos cofres do Banco de Portugal (BdP), um montante aplicado em serviços de assessoria jurídica e financeira. O processo mais caro foi, em larga medida, o do Novo Banco, conta esta sexta-feira o Público.

O jornal detalha algumas das consultoras, gabinetes de advogados e bancos de investimento a quem o BdP contratou serviços nesse período. Entre eles, nomes como o do ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro (contratado para vender o Novo Banco e que terá recebido 458 mil euros no total), o da sociedade inglesa de advogados Allen & Overy (2,1 milhões de euros em dois contratos), o do Deutsche Bank/BNP (15 milhões de euros), entre outros.

Olhando para cada ano, o regulador da banca portuguesa gastou com o Banif e, sobretudo, com o Novo Banco:

  • 16 milhões de euros em 2016;
  • Sete milhões de euros em 2015;
  • Dois milhões de euros em 2014.

Ou seja os gastos com serviços de assessoria acentuaram-se e bem no ano passado, altura em que o Novo Banco, a instituição que resultou da resolução do antigo Banco Espírito Santo, foi posto à venda no mercado. O jornal cita dados dos relatórios e contas do BdP relativos a 2014 e 2015, e dados do relatório e contas de 2016, que ainda não foi apresentado.

É esperado que o processo de venda do Novo Banco, que se arrasta há vários meses, culmine esta sexta-feira no anúncio oficial da venda ao Lone Star. O fundo norte-americano irá, desde logo, injetar 1000 milhões de euros na instituição e controlar 75% do Novo Banco e vai beneficiar de uma garantia pública, através do Fundo de Resolução, de quase quatro mil milhões para cobrir riscos de crédito.

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