CTT garantem ao ECO que as 22 lojas que fecham têm alternativa a 1 km

Por cada uma das 22 lojas dos CTT que vão fechar, há outro balcão a uma distância média de um quilómetro. A informação foi avançada ao ECO por fonte oficial dos Correios.

Em média, existe uma loja CTT a um quilómetro de distância das 22 lojas que deverão fechar neste trimestre. A informação foi relevada ao ECO por fonte oficial dos Correios. Como já tinha sido explicado pela empresa, entre os critérios usados para esta seleção esteve a proximidade destas duas dezenas de balcões com outras lojas mais concorridas.

Questionada sobre o intervalo de proximidade em quilómetros destas 22 lojas com outros balcões nas redondezas, fonte oficial dos CTT disse apenas que “a distância média dos 22 pontos de acesso para o ponto de acesso mais perto de cada um deles é de apenas um quilómetro”. Assim, na visão da empresa, fica garantida “a proximidade às populações”.

Os Correios sublinham ainda que “a decisão do ajustamento da rede de pontos de acesso foi tomada com base em estudos e análises que obedecem a um conjunto rigoroso de critérios”. Entre eles, “a garantia de manter a proximidade sem colocar em causa a prestação de serviços às populações e aos clientes, bem como, a adequação da oferta à procura nas respetivas zonas”.

A distância média dos 22 pontos de acesso para o ponto de acesso mais perto de cada um deles é de apenas um quilómetro.

CTT

Fonte oficial

Na resposta enviada ao ECO, os CTT reiteram também que os trabalhadores destas lojas não vão ser despedidos, mas “serão deslocados” para a loja CTT mais próxima. O objetivo? “Melhorar ainda mais a qualidade do serviço”. Contudo, alguns destes funcionários poderão ser elegíveis para o programa de rescisões por mútuo acordo anunciado pela empresa, principalmente aqueles que se encontrem perto da idade de reforma.

Por fim, os Correios reforçam que “este reajustamento” não vai ter qualquer efeito na “rede de cerca de 5.000 carteiros que, todos os dias úteis, percorrem as ruas do país, garantindo a entrega de correio e encomendas”. Isto porque a rede de distribuição (os carteiros) “é distinta” da rede de pontos de acesso (as lojas e os postos).

Plano de reestruturação em marcha

Os CTT CTT 0,00% apresentaram no final do ano passado um plano de reestruturação para fazer frente ao corte nas receitas provocado pela queda no tráfego do correio. A administração passou a receber menos e viu desaparecerem todos os prémios de gestão. Ao mesmo tempo, os Correios avançaram para a venda de imóveis e rescisão com até 1.000 trabalhadores próximos da idade da reforma até ao final de 2020.

No plano, apresentado ao mercado no mês passado, surgia indicado que 140 trabalhadores dos Correios já tinham chegado a acordo com a empresa para sair. Esta quarta-feira, o número foi atualizado. Segundo o jornal Dinheiro Vivo, mais 20 pessoas de um total de 300 em causa terão aceitado sair da empresa, subindo para 160 o número total de rescisões ao abrigo do programa.

Cotação das ações dos CTT na bolsa de Lisboa

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