Revista de imprensa internacional

Assessor de Trump diz que México não pagará pelo muro. May paga 55 mil milhões adiantados pelo Brexit. Marcas de luxo registam boom na China. Zara é a marca mais valiosa de Espanha.

Nos Estados Unidos, o famoso muro de Donald Trump ainda tem certos pontos para resolver. No Reino Unido, começam a sair os primeiros milhões dos cofres dos britânicos para se divorciarem. Em território chinês, as marcas de luxo voltam a registar um boom. Em Espanha, a Zara assume-se como marca mais valiosa. Na Ásia, a Nestlé vai lançar brevemente um novo chocolate, com sabor a uva.

Bloomberg

Brexit: May aceita pagar 45 mil milhões de euros

A Theresa May concordou em pagar um adiantamento de 55 mil milhões de dólares (cerca de 45 mil milhões de euros) como parte da saída do Reino Unido da União Europeia. De acordo com uma análise da Bloomberg, este é um valor que vale a pena, tendo em conta que favorece os britânicos em relação aos países da UE, assegurando um acordo comercial benéfico para a economia. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso livre, conteúdo em inglês)

El País

Assessor de Donald Trump diz que México não vai pagar pelo muro

John Kelly, assessor do Presidente norte-americano, afirmou durante uma reunião com parlamentares que o Governo mexicano não irá pagar o muro fronteiriço entre os dois países, e que as promessas do republicano sobre isso foram “mal informadas”. Acrescentou ainda que o seu plano de construção é praticamente impossível e que não há forma de o México pagar por ele. Leia a notícia completa no El País (acesso livre, conteúdo em espanhol)

Reuters

Marcas de luxo chinesas recuperam e geram 22 mil milhões de dólares

O comércio dos produtos de luxo na China estava em queda há quase dez anos, mas está agora a recuperar ao nível mais rápido, prevendo-se um boom para 2018. Marcas como Gucci ou Channel registaram lucros na ordem dos 22,07 mil milhões de dólares no ano passado, um aumento de cerca de 20% face ao ano anterior. Isto representa o crescimento mais acentuado desde 2011. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês)

Expansión

Zara torna-se a marca mais valiosa de Espanha

Pela primeira vez, a marca do grupo Inditex tornou-se a líder no mercado espanhol, valendo atualmente 15.452 milhões de euros, mais 45% do que em 2015. O pódio é, assim, retirado pela Zara à marca Movistar, que o detinha há dez anos, mas acabou por perder 12% do seu valor. A perda deste lugar é justificada pelas “pressões dos analistas financeiros que preveem um crescimento mais lento para 2021”. Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol)

Financial Times

Nestlé lança Kit-Kat com sabor a uva no Japão e na Coreia do Sul

A marca de chocolates planeia lançar em breve no mercado japonês e sul-coreano novos sabores de Kit-Kat, entre eles de uva, numa tentativa de aumentar o consumo de chocolate nos países, ao mesmo tempo que as populações tentam adotar uma alimentação mais saudável. Os novos chocolates serão elaborados com um chocolate recém-desenvolvido, chamado Ruby, por ser de cor rosa. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês)

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

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A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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