Seca vai levar à pior campanha de cereais do último século

  • Juliana Nogueira Santos
  • 20 Fevereiro 2018

O tempo seco e quente que se registou em janeiro vai levar à pior campanha de cereais de inverno do último século. Já a produção de azeite vai aumentar.

Com o mês de janeiro a caracterizar-se como quente e seco, a campanha de cereais de inverno irá ser a pior dos últimos cem anos, atingindo um mínimo histórico de 121 mil hectares. A previsão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que lançou esta terça-feira as estimativas relativamente à campanha agrícola de 2018.

“Quanto aos cereais de outono/inverno, assinala-se, pelo quinto ano consecutivo, uma diminuição da área instalada, prevendo-se que nesta campanha se atinja um mínimo histórico de 121 mil hectares, a menor área dos últimos cem anos”, assinala o INE. Com o valor médio da temperatura a fixar-se 0,2º Celsius acima do normal e a precipitação a ficar 35% atrás do normal, 56% do território continental ainda se encontra em seca severa.

"A escassa precipitação ocorrida ao longo do mês não foi suficiente para se registarem aumentos significativos das reservas hídricas nem, em muitos casos, para garantir teores de água nos solos próximos dos valores habituais.”

Instituto Nacional de Estatística

Previsões Agrícolas

“A escassa precipitação ocorrida ao longo do mês não foi suficiente para se registarem aumentos significativos das reservas hídricas nem, em muitos casos, para garantir teores de água nos solos próximos dos valores habituais”, lê-se também nas previsões agrícolas. A isto se deve “um abrandamento no desenvolvimento vegetativo dos prados, pastagens e culturas forrageiras” e a diminuição da área de cereais de inverno para mínimos de um século.

Já a produção de azeite irá ser melhor que na campanha anterior, com o INE a prever um aumento de 25% face a esse período. “As condições meteorológicas foram benéficas na fase da floração e vingamento, originando uma carga inicial de azeitona muito elevada”, garante o INE. Assim, em 2017, a produção ter-se-á fixado nas 595 mil toneladas, comparativamente às 476 mil toneladas produzidas em 2016.

(Notícia atualizada às 12h00 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Seca vai levar à pior campanha de cereais do último século

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião