Trump volta a afundar bolsas. Mota-Engil lidera quedas em Lisboa

Donald Trump ameaçou a China com mais tarifas aduaneiras e os mercados tremeram. Na última sessão da semana, apenas seis das cotadas nacionais escaparam ao vermelho.

Na última sessão da semana, Donald Trump voltou a fazer tremer as bolsas do Velho Continente. Depois de uma quinta-feira de ganhos significativos, a ameaça norte-americana de imposição de novas tarifas aduaneiras à China fez regressar o vermelho às praças europeias. Por cá, a tendência negativa também se fez notar, com doze das dezoito cotadas nacionais a negociarem abaixo da linha de água.

O principal índice bolsista nacional fechou a sessão a desvalorizar 1,37% para 5.410,36 pontos. Esse cenário negro repetiu-se nas restantes praças europeias, com o Stoxx 600, o índice de referência da Europa, a recuar 0,5% para 374,25 pontos.

Esta tendência negativa explica-se pelos novos receios em torno de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e China. Depois do conselheiro económico de Donald Trump ter anunciado que a administração do empresário nova-iorquina estava a negociar com Pequim, o próprio Presidente norte-americano pôs em cima da mesa novas tarifas aduaneiras.

Donald Trump perguntou à representação dos EUA para o comércio internacional se a imposição de mais 100 mil milhões de dólares em tarifas seria apropriada e, se assim for, pediu que se identifiquem os produtos a serem taxados.

A nível nacional, as perdas foram ainda justificadas pela decisão do Barclays de cortar o preço-alvo das ações da Jerónimo Martins dos 14,50 euros para os 14 euros. No fecho da sessão, os títulos da retalhista estavam, por isso, a recuar 4,06% para 14,29 euros.

Também a Mota-Engil sofreu perdas consideráveis, no dia em que anunciou uma queda de 96% dos seus lucros, isto é, de 50 milhões de euros para dois milhões de euros. As ações da cotada recuaram 7,65% para 3,08 euros.

Do lado das perdas, estiveram ainda os títulos do banco liderado por Nuno Amado. Depois de uma quarta-feira de ganhos significativos, as ações do BCP desvalorizaram 2,20% para 0,27 euros. No fecho da última sessão da semana, também os títulos da Nos acompanharam o tendência negativa, recuando 0,58% para 4,83 euros.

O vermelho pintou ainda as ações das energéticas, com os títulos da EDP a perderem 0,61% para 3,09 euros, os da EDP Renováveis a recuarem 0,5% para 8,00 euros e os da Galp a desvalorizarem 1,13% para 15,80 euros. Só a REN escapou à razia deste setor, com as suas ações a crescerem 0,56% para 2,536 euros.

A escapar às perdas desta sexta-feira estiverem, por outro lado, as ações da Altri — que a subiram 2,39% para 5,58 euros — e as da Corticeira Amorim — que valorizaram 3,2% para 10,980 euros. Os títulos da Sonae Capital também se juntaram à festa, tendo valorizado 0,33% para 0,92 euros, no fecho desta sessão. As ações da Ibersol também fecharam em terreno positivo, tendo crescido 0,89% para 11,3 euros.

Fora do PSI-20, o Sporting destacou-se. As ações da SAD verde e branca subiram 5%, para 63 cêntimos, isto na sequência de uma subida de mais de 40% no valor dos títulos na sessão anterior, seguida de uma queda superior a 30%.

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