Aga Khan interessado em entrar no Taguspark. Quer os 10% da CGD

  • ECO
  • 16 Julho 2018

O interesse do líder da comunidade ismaelita no parque tecnológico tem já vários meses, sendo que a CGD foi o primeiro acionista a mostrar-se disponível para alienar a sua posição.

A rede Aga Kahn manifestou o seu interesse em entrar no capital do Taguspark, ao querer ficar com os 10% detidos pela Caixa Geral de Depósitos e que o banco estatal quer alienar por obrigação da Comissão Europeia. A operação terá de passar pela aprovação do ministro das Finanças, Mário Centeno.

O interesse do líder da comunidade ismaelita no parque tecnológico tem já vários meses, como avança esta segunda-feira o Jornal de Negócios (acesso condicionado), sendo que a CGD foi o primeiro acionista a mostrar-se disponível para alienar a sua posição.

O banco liderado por Paulo Macedo escolheu o Taguspark como um dos ativos a alienar, tendo aberto um concurso para receber ofertas. O processo está, ainda assim, atrasado, uma vez que a operação já devia ter ficado fechada no ano passado. A participação está avaliada em 2,17 milhões de euros em termos brutos, sem imparidades associadas.

A operação poderá, no entanto, ficar longe deste valor, pois a avaliação é já antiga e não reflete o valor de mercado. Instituições com posições semelhantes, como é o caso do BPI e do BCP, também têm a posição avaliada nos mesmos valores. Questionado pelo jornal, o banco do Estado não quis comentar, enquanto fonte oficial da comunidade ismaelita afirmou que “neste momento não há qualquer decisão relativamente a aquisições desse tipo”.

Aga Khan esteve em Portugal para concluir as celebrações do aniversário do seu jubileu de diamante, ou seja, os 60 anos como imã dos muçulmanos shia ismaili, tendo afirmado que o país era não só “o local ideal” para tal, como “um país de oportunidade”. Na mesma visita foi anunciado que a sede mundial da comunidade se iria fixar em Lisboa a partir do próximo ano.

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