Sindicato dos bancários afasta-se de greve na CGD e avança para negociações com administração

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários não se associa à greve na Caixa Geral de Depósitos marcada para o dia 24. Vai avançar com negociações com administração para repor rendimentos.

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) não vai associar-se à greve na Caixa Geral de Depósitos (CGD) marcada para o dia 24. Embora considere “despropositado” o tempo e o modo como a administração do banco apresentou a denúncia do acordo de empresa, Paulo Gonçalves Marcos, líder do sindicato, pretende iniciar negociações para repor os rendimentos e os direitos dos trabalhadores do banco público. E convida todos os sindicatos do setor a formar uma mesa negocial única.

“No limite, não descartamos nada, o que quer dizer que está tudo em cima da mesa. Mas o objetivo é chegar a um acordo, porque acreditamos que é tempo de reposição dos rendimentos dos trabalhadores da CGD. E, por isso, convidamos os outros sindicados a juntarem-se a nós neste objetivo”, declarou Paulo Gonçalves Marcos ao ECO.

A direção do SNQTB esteve reunida esta tarde para avaliar a denúncia unilateral do acordo de empresa pela atual administração liderada por Paulo Macedo, a qual considera “fora de tempo e de modo”.

“É um absurdo porque o acordo de empresa foi celebrado há dois anos, é recente e atual. Depois o modo como tudo foi feito, por carta, e após ter apresentado lucros de 194 milhões…”, sublinha Paulo Gonçalves Marcos.

"No limite, não descartamos nada, o que quer dizer que está tudo em cima da mesa. Mas o objetivo é chegar a um acordo, porque acreditamos que é tempo de reposição dos rendimentos dos trabalhadores da CGD. E, por isso, convidamos os outros sindicados a juntarem-se a nós neste objetivo.”

Paulo Gonçalves Marcos

Presidente do SNQTB

Esta quinta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC) convocou uma greve para o dia 24 no banco público, em protesto contra a denúncia do acordo de empresa apresentada pela administração.

Com a denúncia do acordo, a administração entregou uma nova proposta aos sindicatos onde prevê eliminar a carreira profissional, as anuidades, o prémio de antiguidade e ainda liberalizar os horários, aumentar a polivalência de funções e dificultar o acesso ao crédito à habitação.

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