Economia europeia desacelera. Portugal entre os que menos crescem

Apesar de ficar na segunda metade da tabela no que toca ao crescimento do PIB, Portugal superou o crescimento médio da União Europeia no segundo trimestre.

Portugal está entre os países da União Europeia (UE) cujo produto interno bruto (PIB) menos cresceu no segundo trimestre deste ano, mas, ainda assim, superou a média europeia. Os dados foram publicados, esta sexta-feira, pelo Eurostat, que dá conta de que a economia do conjunto dos 28 países da UE acelerou 2,1% entre abril e junho deste ano, em relação a igual período do ano passado, valor que fica abaixo do crescimento de 2,3% registado por Portugal.

Os dados revelam um abrandamento da economia europeia, para o qual está a contribuir, sobretudo, a desaceleração dos maiores motores económicos. Desde o terceiro trimestre do ano passado que o PIB da União Europeia tem vindo a diminuir o ritmo de crescimento: aumentou 2,8% nesse período, 2,6% no quarto trimestre de 2017, 2,3% no primeiro trimestre deste ano e, finalmente, 2,1% no segundo trimestre deste ano.

O mesmo pode ser verificado quando se considera apenas a Zona Euro, que agrega os 19 países da moeda única: o PIB cresceu 2,8% no terceiro trimestre do ano passado, um ritmo que veio a diminuir para 2,7% na reta final de 2017, 2,4% no início deste ano e 2,1% no segundo trimestre de 2018.

Economia europeia desacelera

Este abrandamento é notório nas grandes economias europeias. A Alemanha, que há um crescia 2,7%, regista agora um crescimento de 1,9%. O mesmo se verifica com França, que registava um aumento do PIB de 2,7% no terceiro trimestre do ano passado e cresce agora 1,7%, bem como com Espanha, que acelerava 3,1% no terceiro trimestre do ano passado e que cresceu 2,7% no segundo trimestre deste ano.

Apesar de estar na metade dos países que menos crescem tanto na União Europeia como na Zona Euro, Portugal é um dos que regista uma desaceleração menos acentuada. O PIB nacional aumentou 2,4% no terceiro trimestre do ano passado, 2,4% na parte final de 2017, 2,1% no arranque deste ano e 2,3% no segundo trimestre de 2018.

A contribuir para a evolução da economia, explica o Eurostat, esteve o consumo interno, bem como o aumento do investimento. Em sentido contrário, o agravamento da balança externa, com aumentos das importações mais expressivos do que das exportações, impediu crescimentos mais significativos.

(Notícia atualizada às 10h40 mais informação)

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