Barril do petróleo nos 100 dólares? “É facilmente alcançável”, diz Bank of America

Barril de ouro negro aproxima-se dos 85 dólares. Os analistas do Bank of America dizem que a fasquia dos 100 dólares é "facilmente alcançável" e vai penalizar economia.

Se os preços do petróleo chegarem aos 100 dólares por barril, um cenário que “é facilmente alcançável”, isso poderá provocar uma redução de 0,2% no crescimento da economia mundial no próximo ano, alerta o Bank of America Merril Lynch.

Tanto o barril de Brent como de crude WTI continuam a valorizar nos mercados internacionais na sessão desta terça-feira. No primeiro caso, a cotação segue em alta de 1,28% para 84,98 dólares em Londres, o contrato que serve de referência para as importações nacionais. Já o crude soma 0,93% para 74,98 dólares do outro lado do Atlântico. E podem subir mais.

“Os preços do petróleo parecem inevitáveis e, na nossa opinião, 100 dólares por barril é facilmente alcançável”, dizem os economistas Ethan Harris e Aditya Bhave, numa nota de research citada pela agência Bloomberg. “Colocaríamos um choque do petróleo nas três principais preocupações do próximo ano, juntamente com as guerras comerciais”, acrescentam.

"Os preços do petróleo parecem inevitáveis e, na nossa opinião, 100 dólares por barril é facilmente alcançável. Colocaríamos um choque do petróleo nas três principais preocupações do próximo ano, juntamente com as guerras comerciais.”

Bank of America

Bloomberg

São vários os fatores que contribuem para este risco de subida dos preços do ouro negro nos próximos tempos: sanções ao Irão, condicionamentos no petróleo de xisto, turbulência na Venezuela e aumento da procura mundial pela matéria-prima.

Petróleo acelera. Supera os 80 dólares

Neste cenário de preços mais elevados, as economias da Zona Euro, Reino Unido e Japão serão as mais penalizadas, enquanto o aumento da produção de energia nos EUA, Austrália e Brasil deverão amortecer o impacto na economia mundial.

O banco enfatiza o papel que o dólar (o petróleo é negociado na moeda americana) poderá ter no meio disto tudo: um dólar mais forte “polarizaria ainda mais os resultados” com os importadores de petróleo a sofrerem mais e os produtores a beneficiarem, enquanto um dólar mais fraco “desempenharia o papel de equalizador”.

“Juntando tudo isto, pensamos que o petróleo nos 100 dólares poderá retirar 0,2% ao crescimento mundial em 2019. Isto não representa um impacto significativo, mas também não é trivial“, frisam os analistas.

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