Bolsas asiáticas recuperam após pior sessão em sete meses

Sentimento dos investidores continua frágil mas sessão asiática registou alguns avanços depois da tensão registada na quinta-feira.

As principais bolsas asiáticas recuperaram fôlego esta sexta-feira depois da pior sessão desde fevereiro na sessão de quinta-feira, mas os investidores mantêm-se cautelosos na sua abordagem ao risco.

Esta quinta-feira os índices orientais tiveram um dia para esquecer, com as quedas a superarem os 4% em Tóquio, Shanghai ou Hong Kong, com os analistas a apontarem vários fatores para a intensa pressão vendedora que castigou as ações em todo o mundo: subida dos juros da dívida americana, comentários de Donald Trump sobre o comportamento “louco” da Reserva Federal, guerra comercial e alertas do Fundo Monetário Internacional (FMI) foram algumas das razões citadas.

Apesar do sentimento frágil que persiste, a última sessão da semana na Ásia marcou algum alívio. O índice MSCI, que agrega as principais ações da Ásia-Pacífico excluindo o Japão, somou 1,3%, e recuperou de parte do tombo de 3,6% registado ontem, beneficiando sobretudo dos ganhos observados nas praças da Coreia do Sul e Taiwan.

Por outro lado, o índice de referência japonês, o Nikkei 225 caiu ligeiros 0,5% e a bolsa de Shanghai cedeu 1,8% para o nível mais baixo desde 2014, acumulando perdas de 10% esta semana.

“O mercado acionista americana está cerca de 7% abaixo do ponto mais alto dos últimos 100 dias, mas isto está longe de ser um acontecimento raro”, dizem os analistas da RBC Capital Markets numa nota de research citada pela Reuters. “A história está repleta de quedas de 5% durante expansões económicas”, notaram ainda.

As tensões nos mercados fizeram algumas “vítimas”. A Leaseplan, operadora de frota de automóveis, e a Sonae MC, a unidade de retalho da Sonae, decidiram cancelar as suas ofertas de vendas de ações por causa das condições adversas nas bolsas.

Em Wall Street, onde se iniciou a pressão vendedora que varreu os mercados mundiais, os principais índices fecharam ontem em baixa pela sexta-feira sessão seguida, com o S&P 500 a desvalorizar mais de 2%.

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