Carlos Tavares assegura paz social no Montepio com prémio de 440 euros aos trabalhadores

No final do mês, cada trabalhador do Montepio vai levar para casa um bónus de 440 euros. Carlos Tavares decidiu pagar um prémio igual a todos. Vai gastar 1,6 milhões.

A boa nova chegou esta semana à caixa de correio eletrónico dos trabalhadores do Montepio: no final do mês, cada um deles vai levar para casa um prémio superior a 400 euros que o banco se comprometeu a pagar com base nos lucros que obteve no ano passado, apurou o ECO. Com isto, Carlos Tavares assegura a paz social entre os funcionários, distribuindo uma compensação de igual montante pelos quadros de pessoal.

Carlos Tavares tinha um problema em mãos que podia criar instabilidade num período particularmente sensível para o banco. Quando decidiu rever em baixa os lucros da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) dos 30,1 milhões de euros para apenas seis milhões no exercício de 2017, o então recém-empossado presidente do banco criou uma pequena crise entre os trabalhadores que tinham um compromisso da anterior administração de José Félix Morgado para a partilha de 5% do resultado líquido caso fosse positivo, a título de recompensa pelo congelamento de salários nos últimos anos.

Neste caso, um lucro menor significaria um prémio mais baixo para os funcionários do banco. Feitas as contas, em vez de um bolo total de 1,6 milhões que resultaria do lucro de 30 milhões apurado inicialmente, a instituição só teria para distribuir um montante de apenas 320 mil euros com base no resultado de seis milhões. O que dividir pelos mais de 3.600 trabalhadores daria uma pequena gratificação de 90 euros a cada um.

Porém, a fim de garantir a paz social no banco, Carlos Tavares manteve o prémio de 1,6 milhões. Até agora não se sabia como é que este montante iria ser distribuído: se em função do escalão (o que daria um prémio maior a quem estivesse nos escalões superiores) ou um bónus igual para todos. A administração do banco optou pela segunda via.

A informação foi transmitida aos funcionários esta semana. Como recompensa pelo congelamento dos salários, e depois de prejuízos avultados nos quatro anos anteriores, o bónus chega agora. O salário deste mês vai incluir já um extra de 440 euros, confirmou o banco ao ECO.

Tavares pede “empenho e dedicação”

Na mensagem enviada esta semana aos trabalhadores, Carlos Tavares deu a boa notícia do bónus, mas aproveitou para pedir “empenho e dedicação” a todos os trabalhadores para ajudarem na transformação que está a implementar no banco controlado pela Associação Mutualista Montepio Geral.

E são várias as mudanças que estão em curso. Desde logo a mudança de nome da marca que deverá ocorrer até final do ano: o banco vai abandonar a designação “Caixa Económica Montepio Geral” e vai passar a adotar o nome “Banco Montepio e até a imagem do pelicano que partilha com a Associação Mutualista Montepio Geral vai ser estilizada, segundo apurou o ECO.

Paralelamente, o novo plano de transformação do banco inclui ainda um reforço da rede comercial com a abertura de dez novas agências “low cost”, num projeto-piloto a ser lançado até final do ano.

No primeiro semestre, o banco registou uma subida de 21% dos lucros para 15,8 milhões de euros. Chegou a junho deste ano com 3.638 trabalhadores, mais oito do que no final do ano passado.

(Notícia atualizada às 11h42 com clarificação do banco sobre valor do prémio)

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