Novo vogal da ERSE promete que descida da fatura da luz vai beneficiar “todos os consumidores”

  • Lusa
  • 19 Dezembro 2018

Ouvido esta quarta-feira no Parlamento, Pedro Verdelho, indigitado para vogal da ERSE, garantiu que a redução do preço da energia em 2019 vai ser para "todos os consumidores".

Pedro Verdelho, indigitado para vogal do regulador do setor energético, garantiu no Parlamento que a anunciada diminuição de 3,5% do preço da eletricidade beneficiará “todos os consumidores”. A promessa foi deita numa audição na Comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, na sequência da indigitação de Pedro Verdelho para vogal da ERSE.

“Os mesmos 3,5% que foram comunicados na tarifa de venda a clientes finais regulada, para o mercado regulado, são o resultado de uma redução das tarifas de acessos às redes, que têm um peso significativo nas faturas dos consumidores domésticos na ordem dos 60-65%. E essa tarifa reduz-se em 17%”, disse. Segundo Verdelho, a tarifa de acesso às redes é “repassada para os consumidores”, pelo que a redução de 17% “vem beneficiar todos os consumidores, independentemente do seu fornecedor”.

O responsável notou que, se houvesse a “manutenção dos custos de energia ao nível dos mercados grossistas”, haveria uma “redução muito mais substancial das tarifas finais”. Mas, essa subida “é mais do que compensada com a tarifa de acesso às redes, por isso, globalmente, os preços finais descem 3,5%” para o mercado regulado. “Para o mercado livre, esta redução tarifária vai ter o mesmo efeito, estamos convencidos disso”, argumentou perante os deputados.

O responsável referiu que, apesar da “incidência num conjunto cada vez menor de consumidores”, a tarifa regulada traduz, com base na informação atual, o que se espera que aconteça no próximo ano.

Na segunda-feira, a ERSE anunciou que as tarifas de eletricidade no mercado regulado vão descer 3,5% para os consumidores domésticos a partir de 1 de janeiro.

Os preços da eletricidade para as famílias que ainda estão em mercado regulado descem assim pelo segundo ano consecutivo, depois de a ERSE ter revisto a proposta feita em outubro, que previa uma subida das tarifas de 0,1%. Esta redução de 3,5% representa uma diminuição de 1,58 euros para uma fatura mensal de 45,1 euros, de acordo com as contas divulgadas pelo regulador. Nas regiões autónomas dos Açores e Madeira a redução é de 0,6%, segundo a mesma entidade.

A ERSE informa ainda que “os consumidores com tarifa social beneficiarão de um desconto de 33,8% sobre as tarifas de venda a clientes finais, de acordo com o estabelecido por despacho do membro do Governo responsável pela área da energia”.

Já para os consumidores que tenham tarifas sociais de venda a clientes finais, “prevê-se uma redução na fatura média mensal de eletricidade de 13,67 euros”, tendo em conta uma fatura média mensal de 26,8 euros, “valor que já integra a aplicação de um desconto social mensal de 13,67 euros”, detalha o regulador.

No final de novembro, o gabinete do ministro do Ambiente e da Transição Energética anunciava a escolha de Pedro Geraldes Martins Verdelho. Esta seleção aconteceu depois de o deputado socialista Carlos Pereira ter renunciado à nomeação.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novo vogal da ERSE promete que descida da fatura da luz vai beneficiar “todos os consumidores”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião