Luís Montenegro é suspeito de falsificação de documentos no caso GalpGate

  • ECO
  • 17 Janeiro 2019

Além de Montenegro, também o antigo líder parlamentar do PSD Hugo Soares e o ex-deputado Luís Campos Ferreira são suspeitos do crime de falsificação de documentos.

O Ministério Público imputou um “novo” crime aos antigos líderes parlamentares do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro e Hugo Soares, e ao ex-deputado Luís Campos Ferreira. O crime de falsificação de documentos vem, assim, juntar-se ao crime de recebimento indevido de vantagem.

No dia em que a direção de Rui Rio vai a votos, a revista Sábado (acesso pago) escreve que Luís Montenegro — que agora desafia a liderança do PSD — é suspeito de ter falsificado documentos que serviam de prova à forma como pagou e à data de pagamento das viagens que fez a França. Tudo para assistir a jogos do europeu de Futebol de 2016, no qual Portugal se sagrou campeão.

O crime de falsificação de documentos consta de um despacho da juíza Cláudia Pina enviado à Assembleia da República (AR) no passado mês de junho. Nessa altura, Luís Montenegro já tinha abdicado do seu lugar no Parlamento, mas Hugo Soares e Campos Ferreira — também suspeitos do mesmo crime — mantinham funções, respetivamente, como líder da bancada parlamentar e deputado.

Questionados pelo Observador (acesso livre), nenhum dos três visados quis fazer comentários sobre o assunto. “Não vou fazer comentários sobre isso”, disse Montenegro, justificando-o com o facto de não conhecer o texto em causa. Já Hugo Soares disse que faria um comentário mais tarde e Luís Campos Ferreira disse: “Não falo sobre isso”.

A notícia surge precisamente no dia em que o Conselho Nacional se reúne, no Porto, para submeter a votação a moção de confiança apresentada por Rui Rio no passado sábado à noite. Luís Montenegro já deu a sua opinião, preferia que tivessem sido marcadas eleições diretas. “Lamento que Rui Rio não tenha tido a coragem de convocar eleições diretas e que tenha medo de ouvir a voz dos militantes, que foi o repto que lancei”, disse Montenegro.

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