Facebook quer mais transparência. Vai guardar anúncios políticos durante sete anos

  • Lusa
  • 28 Janeiro 2019

Para garantir maior transparência em período de eleições na Europa, o Facebook vai criar uma biblioteca com toda a publicidade política que foi feita na plataforma. Ficará "no ar" durante sete anos.

A rede social Facebook anunciou esta segunda-feira o lançamento de “novas ferramentas” para combater as ingerências externas nas eleições europeias, agendadas para o final de maio. O diretor de relações internacionais e comunicação do Facebook prometeu para finais de março “o lançamento de novas ferramentas para ajudar a prevenir a ingerência nas próximas eleições [europeias] e para tornar a publicidade política mais transparente” naquela rede social.

Diante dos jornalistas, em Bruxelas, Nick Clegg indicou que todos aqueles que queiram fazer campanha e colocar publicidade naquela rede social terão de ser autorizados pela empresa. Naquela que é a resposta da gigante norte-americana ao apelo da Comissão Europeia para uma mobilização global contra a desinformação, o Facebook introduzirá uma cláusula de “não responsabilidade”, indicando quem patrocina cada publicidade de caráter político.

“Todos os anúncios políticos serão armazenados numa biblioteca que pode ser consultada pelo público durante um período máximo de sete anos”, acrescentou o diretor de relações internacionais e comunicação. Clegg anunciou que, “para coordenar este trabalho vital”, a empresa criará nesta primavera um centro de operações dedicado à “integridade nas eleições”, com sede em Dublin.

Entre os denominados gigantes da internet, o Facebook é aquele que maior pressão enfrenta no combate às ingerências externas, por não ter detetado as campanhas de manipulação do eleitorado norte-americano nas eleições presidenciais de 2016, atribuídas à Rússia, e devido ao escândalo da Cambridge Analytica.

A 7 de abril de 2018, a Comissão Europeia anunciou que o Facebook admitiu que os dados de “até 2,7 milhões” de utilizadores daquela rede social a residir na União Europeia possam ter sido transmitidos de “maneira inapropriada” à empresa britânica Cambridge Analytica. Três dias antes, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, tinha admitido que a consultora Cambridge usou os dados de mais de 87 milhões de perfis, a maioria nos Estados Unidos, sem a autorização dos visados.

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