É assim que funciona o algoritmo do LinkedIn. Atualidade, relevância, popularidade e fiabilidade

Para que a sua publicação tenha mais visibilidade no LinkedIn, deve ser, em quatro adjetivos, atual, relevante para a sua rede de contactos, popular (gerando gostos, partilhas e comentários) e fiável.

É apelidada da rede social do trabalho. Na hora de candidatar-se a determinada função, já é quase tão importante como ter um currículo, mas nem todos os perfis conseguem atingir a mesma visibilidade. O algoritmo é que determina o alcance das publicações, embora, com algum trabalho e dedicação, possa tentar “influenciá-lo”.

O principal feed do LinkedIn baseia-se num algoritmo próprio e não somente na atualidade das publicações, que daria sempre prioridade às mais recentes. Assim, segundo a Recruiting Brainfood (acesso livre, conteúdo em inglês), a rede social do trabalho oferece, primeiramente, os conteúdos que o utilizador deverá achar mais relevantes, conjugando-os, contudo, com o fator novidade.

Ainda assim, se desejarem, os utilizadores podem sempre ordenar o feed pelas novidades. E, embora não seja preciso publicar algo a toda a hora, para ser consistente no LinkedIn é aconselhável colocar bom conteúdo com alguma regularidade, para que os seguidores se envolvam com as publicações.

Depois de um novo conteúdo ser publicado, o primeiro passo é a verificação. O algoritmo da rede social liderada por Jeff Weiner vai determinar se o conteúdo em causa é spam, de baixa qualidade ou fiável. Passado o primeiro teste, o conteúdo, desde que não seja considerado spam, aparecerá no feed.

Após a publicação, o LinkedIn vai analisar como é que o público se está a envolver com o conteúdo, se está a colocar gosto, a comentar e a partilhar. Se sim, é um bom presságio para passar para o próximo filtro. Já, por outro lado, se as pessoas marcarem o conteúdo como spam ou ocultarem-no do feed repetidamente, dá direito a pontuação menos positiva.

As pessoas vão esconder as suas publicações caso esteja a publicar excessivamente, ou caso o conteúdo não seja, de facto, relevante para elas.Pixabay

Nesta etapa, e sobretudo para as empresas e para os que querem realmente ter visibilidade nesta rede social, vale a pena otimizar a hora de publicação, recorrendo sempre às horas em que há mais probabilidade de haver interação com os outros utilizadores da rede.

Na terceira etapa deste processo, o algoritmo vai determinar se a publicação deverá ou não continuar a aparecer nos feeds dos utilizadores. Para isso, a análise transcende o conteúdo da publicação, examinando também a rede de contactos e o próprio perfil do utilizador. Este passo pretende evitar recompensar contas spam e conteúdos com visibilidade viral. É com base nesta etapa que o LinkedIn decide remover o conteúdo do feed ou, pelo contrário, continuar a exibi-lo, com mais ou menos frequência.

Finalmente, no último passo, os humanos entram em ação. Com o bom desempenho da sua publicação, os editores vão revê-la e determinar se deve continuar a ser exibida ou se podem incluí-la noutro lugar. Por outro lado, irão também tentar perceber porque é que determinada publicação está a ter um desempenho tão positivo, para, posteriormente, fazer até alguns ajustes no algoritmo, de forma a melhorá-lo.

Contudo, o certo é que enquanto houver interação com essa publicação, ela permanecerá nos feeds, passando de etapa em etapa. É por isso mesmo que, muitas vezes, aparecem publicações com já algumas semanas, algo que, certamente, não veria nos feeds mais rápidos do Facebook ou do Twitter.

Três dicas amigas do algoritmo

Conseguir que a publicação tenha um bom desempenho pode ser, muitas vezes, complicado. É preciso trabalho, planeamento e estratégia. Estas três dicas vão, certamente, ajudá-lo a otimizar as suas publicações na rede social do trabalho.

1. Personalidade, atratividade e assertividade

Pense nas estratégias utilizadas num blog ou em qualquer outra plataforma de redes sociais, contudo não se esqueça de adaptá-las à rede em questão. Significa isto que as suas publicações no LinkedIn podem, de facto, adquirir uma postura mais profissional do que no Twitter, por exemplo, mas não seja excessivamente formal. Apesar de tudo está numa rede social e, por isso mesmo, sinta-se à vontade para dar personalidades aos seus posts e até algum sentido de humor.

Outra dica importante tem a ver com a preparação para leitura em mobile. Lembre-se que quase 60% dos utilizadores do LinkedIn acedem à rede a partir do telemóvel. Por isso mesmo, deve manter as publicações curtas e torná-las atraentes, tanto com imagens, vídeos, citações ou hiperligações como com opiniões ou dicas. Não se esqueça de adicionar hashtags e utilizar palavras-chave.

Por último, sem surpresa, publique na hora certa. Reveja a sua análise para determinar quando é que é mais provável que o seu público esteja online no LinkedIn para, assim, ter mais probabilidade de conseguir interação com a publicação. Esta é uma dica especialmente importante para passar pelo segundo filtro do algoritmo.

2. Criar conteúdo valioso e diversificado

O LinkedIn recomenda que crie conteúdo valioso. Significa isto que a publicação deve acrescentar valor para a carreira de alguém, ser relevante na indústria e ter uma fonte credível. Além disso, o utilizador deve tirar o máximo partido dos canais que tem à sua disposição. No ano passado, por exemplo, o LinkedIn apresentou a funcionalidade de vídeo narrativo, portanto aproveite para criar e publicar vídeos.

Citações, vídeos, infografias, imagens ou gráficos. Aproveite todos os recursos.

3. Aumentar a rede de contactos

Esta é uma dica de ouro. Se está do lado dos empregadores, peça aos seus funcionários que sigam a empresa no LinkedIn e que a definam nos seus perfis como o local de trabalho. Agora — tanto para empregadores como para empregados — seguir pessoas influentes no setor em que trabalham também é importante. Participar em grupos relevantes, mencionar pessoas e comentar conteúdos relevantes é, também, uma forma de aumentar a rede de contactos.

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António Costa

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