Portugal bate recorde de turistas, mas crescimento trava a fundo

Portugal recebeu, pela primeira vez, mais de 21 milhões de hóspedes durante o ano passado. Mais de metade, 12 milhões, foram estrangeiros. As receitas cifraram-se em 3,6 mil milhões de euros.

Portugal continua na moda. Foi destino de 21,051 milhões de turistas, nacionais e estrangeiros, no total do ano passado. Assistiu-se a um crescimento no número de hóspedes, mas bem menos expressivo que em anos anteriores, tendo praticamente estagnado quando se olha apenas para os estrangeiros que visitaram o país. Os proveitos ascenderam a 3,6 mil milhões de euros, registando um aumento de 6%.

Enquanto o total de hóspedes atingiu um novo recorde, crescendo 1,7% face ao ano anterior, no caso dos hóspedes estrangeiros, a taxa de variação homóloga foi bem menos expressiva: registou-se um aumento de apenas 0,4% para os 12,7 milhões, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). No ano anterior, os hóspedes estrangeiros em Portugal estavam a crescer a dois dígitos.

A maior parte dos hóspedes internacionais a pernoitar no país veio do Reino Unido, num total de 1,83 milhões de turistas, contudo, registou-se uma quebra de 7,5% face a 2017 — o Brexit estará a contribuir negativamente para o sentimento dos britânicos. Seguiram-se os espanhóis com 1,75 milhões de hóspedes e os franceses com 1,32 milhões, de acordo com o INE.

Este abrandamento no aumento do número de turistas é também comprovado pelo número de dormidas que totalizou as 57,6 milhões, um número que se manteve inalterado face a 2017. Aqui, as dormidas de residentes subiram 5% enquanto as de não residentes caíram 2%.

Observa-se ainda uma queda da estada média dos hóspedes, que caiu 1,7% para as 2,74 noites. Embora os turistas nacionais tenham passado mais noites em estabelecimentos hoteleiros (1,1% para as 2,01 noites), a média acabou por ser prejudicada por uma redução de 2,4% no tempo que os estrangeiros ficaram hospedados, que totalizaram as 3,21 noites.

As receitas totais obtidas no setor hoteleiro subiram 6% para os 3,6 mil milhões de euros, refere o INE, o que significa que os hóspedes estão a pagar mais pelas sua estadias. Contudo, esses proveitos aumentaram a um ritmo mais lento do que o verificado em 2017, ano em que dispararam 16,6%. Os proveitos de aposento cresceram 6,5% para os 2,65 mil milhões de euros, ficando o aumento também aquém do registado no período homólogo.

(Notícia atualizada às 12h03 com mais informação)

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